Notícias

Autoteste de covid-19 depende de política pública definida, defende Anvisa

Manifestação da Anvisa ocorre em momento de novo pico de casos da covid-19 no Brasil, motivado pelo avanço da variante ômicron.

8/1/2022
Publicidade
Expandir publicidade

Segundo infectologista, redução no período de isolamento apenas busca compensar a perda de mão de obra pela covid-19 Foto: Stock Photos via Flickr
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicou nesta sexta-feira (7) que os chamados "autotestes" contra a covid-19, ministrado pelo próprio paciente, só podem ser registrados caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em nota técnica, a Gerência-Geral de Tecnologia de Produtos para Saúde (GGTPS) da agência indicou que a aplicação destes produtos só depende de uma decisão da pasta comandada por Marcelo Queiroga, considerando sua utilização como ferramenta de combate à pandemia. "A definição de políticas públicas conduzem a medidas que viabilizam o controle de doenças e agravos, sendo imprescindível, que seu propósito seja claramente desenhado para assegurar a proteção da saúde da população e minimizar ao máximo os riscos", indicou a agência. Confira a nota técnica: A agência lembra que outros países fazem uso do dispositivo, mas após terem decidido que o autoteste contra covid-19 seria parte da campanha de rastreamento da doença. O resultado apresentado pelo produto seria meramente para triagem de contaminados, adverte a agência. "Os produtos para autoteste são para o acompanhamento das condições de uma doença ou detecção de condições específicas, com a intenção de auxiliar o paciente, porém não conclusivo para o diagnóstico, podendo ser realizado por leigos", ressaltou. O Brasil tem uma legislação rígida para o registro de autotestes. Atualmente, exames deste tipo são proibidos pela Anvisa, mas testes para gravidez e diabetes são autorizados. O país atravessa, neste momento, um novo pico de casos da covid-19, motivados pela transmissão comunitária da varante ômicron, mais infecciosa que as anteriores, mas aparentemente menos danosa e mortal, de acordo com pesquisas preliminares. Apesar de terem sido desenvolvidas antes que as atuais vacinas, laboratórios que fabricam os imunizantes indicam que a aplicação das doses gera uma maior carga de proteção contra a nova cepa do vírus. > Ajude-nos a fazer um Congresso em Foco melhor pra você
Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos