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O líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR) [fotografo]Waldemir Barreto/Agência Senado[/fotografo]
Líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR) afirmou nesta terça-feira (13) ao Congresso em Foco que uma CPI da Covid ampla evitaria a “vitimização” por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro. O senador entende que a investigação não será completa se ignorar as denúncias de desvios de recursos federais repassados a estados e municípios na pandemia.
Alvaro Dias defende que, com o requerimento de ampliação do escopo da CPI apresentado por seu colega de partido Eduardo Girão (CE), a comissão ganha caráter suprapartidário, por haver prefeitos e governadores de diversas siglas.
“Portanto, eliminou-se o pretexto de que se armava um palanque para alvejar o presidente da República. Por isso é importante, para evitar a vitimização. Aliás, o presidente é especialista na arte de se vitimizar."
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> Senado tem nova batalha pela instalação da CPI da Covid
Além do pedido liderado por Girão, que já conta com a assinatura de 41 senadores segundo ele, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também conseguiu apoio para requerer a abertura de uma CPI. Porém, o pedido do parlamentar da Rede é mais restrito por focar apenas no governo federal.
A investigação de governadores e prefeitos cabe às assembleias legislativas e câmaras municipais, respectivamente. Porém, a CPI do Senado poderá apurar o destino das verbas federais aos entes.
Os requerimentos de instalação da CPI devem ser lidos na sessão do plenário do Senado desta tarde. O líder do Podemos acredita que ainda nesta terça definirão o formado da comissão.
“Eu acho que não se justifica esse festival de CPI, basta uma. Nós já estamos atuando de forma limitada. Parece mais busca de protagonismo”, disse sobre a CPI virar uma comissão mista ou sobre a Câmara também instaurar comissão semelhante.