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[Reprodução/PxHere]
*Claudio Sales e **Alexandre Uhlig
O Efeito Avestruz é prática recorrente no Brasil quando nos apresentam situações desafiadoras, difíceis ou incômodas: ao invés de enfrentá-las, enterramos nossas cabeças.
Na Constituição, promulgada há 32 anos, existem vários temas que precisam ser regulamentados. Um deles, previsto nos artigos 176 e 231, é o aproveitamento de recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra de riquezas minerais em terras indígenas. A Constituição prevê que a “exploração só pode ser efetivada com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.”
O que surpreende é a reação de parte da sociedade quando o Poder Executivo toma a iniciativa de apresentar um projeto de lei (PL 191/2020) para regulamentar o assunto: grupos de pressão organizados protestam e a Câmara dos Deputados enterra a cabeça, passivamente, sem questionar o mérito dos protestos. Nas palavras do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) o projeto ficará “ali, do lado da mesa”.