Notícias

Maia vai deixar PEC paralela da Previdência na gaveta

19/12/2019
Publicidade
Expandir publicidade

Rodrigo Maia
A PEC paralela da Previdência, que facilita a inclusão de servidores estaduais e municipais na reforma, não está entre as prioridades da Câmara no primeiro semestre de 2020. A proposta deve ficar na gaveta, perdendo espaço para outras matérias que, na opinião de Rodrigo Maia, trazem um impacto fiscal mais relevante para as contas públicas brasileiras, como o pacto federativo, a reforma tributária, a reforma administrativa e a nova lei de recuperação judicial. > Maia ameaça votar pauta-bomba caso Bolsonaro vete fundo eleitoral As prioridades da Câmara dos Deputados em 2020 foram apresentadas por Rodrigo Maia nesta quinta-feira (19) em conversa com jornalistas. Na ocasião, o presidente da Câmara argumentou que a PEC paralela da Previdência deveria focar apenas na inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência. Porém, acabou ganhando outras propostas no Senado – propostas que, segundo Maia, diminuem o impacto fiscal da reforma recentemente aprovada. "Tem de tirar muita coisa da PEC paralela. Ela muda uma emenda que acabou de ser promulgada", destacou Maia, indicando que a tendência é que fique no texto apenas a inclusão de estados e municípios na reforma. Por conta desse impasse, a PEC paralela não terá a mesma prioridade que a reforma da Previdência teve na Câmara. Em vez disso, Maia elenca como as prioridades dos deputados no primeiro semestre de 2020 a votação das seguintes pautas: PEC da segunda instância; Nova lei da recuperação judicial; Autonomia do Banco Central; Pacto federativo/PEC dos Gatilhos; Reformas administrativa e tributária; e Política de recomposição do Bolsa Família. Dificuldades Maia também vê entraves à aprovação de propostas como o novo imposto que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu nessa quarta-feira (18) para taxas as movimentações financeiras pela internet. Para o presidente da Câmara, a medida seria como uma CPMF disfarçada. "Não há espaco", declarou. Ele ainda vê dificuldade na aprovação de uma política de recuperação do salário mínimo. "Essa política tem de estar atrelada à capacidade de financiamento do Estado, dentro da realidade do Brasil", afirmou. "Eu apoiaria qualquer política de valorização, mas temos de fechar a conta", emendou o presidente da Câmara. Maia disse que também é preciso criar um acordo em cima do novo marco legal do saneamento básico, que foi uma das prioridades da Câmara no fim de 2019. Ele espera que o governo negocie com o Senado a manutenção do texto aprovado nesta reta final do ano legislativo pelos deputados, pois hoje, indicou Maia, não há compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de manter o texto. A Câmara fez uma manobra regimental para tomar do Senado o direito de dar a palavra final sobre o assunto ao deixar em segundo plano, na votação em plenário, a proposta do senador Tasso Jereissati. > Congresso terá de enfrentar reformas e contenção de gastos em 2020 > Tenha a melhor cobertura do Congresso de graça no seu Whatsapp
Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos