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Deputados do PSL que pretendem ir para o Aliança Pelo Brasil com Jair Bolsonaro [Foto publicada pelo deputado Filipe Barros no Twitter]
Um grupo de 25 deputados da ala bolsonarista do PSL protocolou nesta terça-feira (17) um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a desfiliação do partido, sem a perda de mandato. A peça judicial é mais um episódio da crise interna, que dividiu o PSL em dois: aliados do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e partidários próximos ao presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).
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No documento elaborado pelo ex-ministro do TSE e um dos responsáveis pela criação do Aliança pela Liberdade, Admar Gonzaga , os parlamentares afirmam que sofreram "graves ameaças" e que os procedimentos disciplinares contra os deputados foram abertos "sem qualquer fundamento constitucional, legal ou estatutário".
Além disso, o recurso diz que os parlamentares foram perseguidos por pedir mais transparência dentro do PSL. "O ato de solicitação de transparência e publicidade na gestão dos recursos financeiros do PSL foi visto negativamente pelo Presidente Nacional do Partido, que começou a perseguir politicamente os requerentes e os discriminar gravemente", escreve. Por esses motivos, não haveria "razões" para que o grupo bolsonarista permanecesse na sigla, "onde sequer podem se posicionar politicamente, devendo seguir de forma irrestrita aos comandos e ideais pessoais de Bivar".25 outros deputados e eu acabamos de ingressar com Ação Declaratória de Justa Causa para Desfiliação Partidária, sem perda de mandato.
Depois de terem feito dois pedidos de CASSAÇÃO DO MEU MANDATO e terem sacaneado diversos colegas, era o mínimo que podíamos fazer. — Carla Zambelli (@CarlaZambelli17) December 17, 2019