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Moro diz que prisão de Lula não tem relação com a sua ida para ministério

6/11/2018
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Se o requerimento for despachado por Rodrigo Maia, Moro terá 30 dias para dar as explicações solicitadas
Confirmado nas pastas da Justiça e da Segurança Pública, o futuro superministro Sergio Moro concedeu entrevista na tarde de hoje (6) em Curitiba para falar sobre a decisão de largar a magistratura e o comando da Operação Lava Jato, na 13ª Vara Federal de Curitiba, e ir para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Durante a entrevista (vídeo abaixo), Moro disse que o processo do ex-presidente Lula não teve qualquer relação com a sua decisão de ir para o governo. O juiz recebeu muitas críticas por ter aceitado o convite de Bolsonaro na última quinta-feira (1). “Não posso pautar a minha vida com base na fantasia de um álibi falso de perseguição política”, disse Moro. O futuro ministro disse ainda que “não existe a menor chance de utilização do ministério para perseguição política. Não foi feito isso durante a Lava Jato”.

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Segundo o juiz, Lula foi preso porque cometeu um crime e foi julgado por isso. “O que houve aqui é uma pessoa que lamentavelmente cometeu um crime, esse crime foi investigado, provado e ela responde na justiça por esse crime”. Veja a entrevista:   Ontem (segunda, 5), a defesa de Lula entrou com um pedido de soltura do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), usando como base o fato de Moro ter aceitado o convite para ser ministro da Justiça. De acordo com a defesa, Moro foi parcial ao longo da análise do processo do triplex, que condenou Lula a 12 anos de prisão. Ao aceitar o convite do presidente eleito, porém, Moro sofreu críticas por parte de juristas e da sociedade civil, principalmente por dar munições ao discurso de que suas decisões foram tomadas com outras motivações. Ele é criticado, por exemplo, por ter quebrado o sigilo da delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula, uma semana antes do primeiro turno.

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Convite Moro disse que o futuro ministro da Economia Paulo Guedes ligou para ele no dia 23 de outubro, uma semana antes do segundo turno das eleições, para sondar seu interesse em compor o futuro governo, em caso de vitória do candidato do PSL. Segundo o juiz, ele foi “surpreendido” pelo convite para comandar o ministério da Justiça. Combate à corrupção O futuro ministro disse que o Brasil tinha uma tradição de impunidade, que vem sendo quebrada graças à Operação Lava Jato. Ao aceitar o convite de Bolsonaro, Moro disse que quer implantar no governo federal uma “forte agenda anticorrupção” e que vai aproveitar as 10 medidas contra corrupção, encaminhadas pelo Ministério Público. “A ideia é apresentar uma série de propostas legislativas para aprimorar o quadro legal contra a corrupção e o crime organizado.”  

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