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Equipe de transição de Bolsonaro tem 27 nomes e nenhuma mulher. Veja a lista

5/11/2018
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A equipe de transição está trabalhando no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília[fotografo]Leandro Neumann Ciuffo / Flickr[/fotografo]
Os 27 nomes que farão parte do grupo de transição do atual governo, de Michel Temer, para o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, foram divulgadas hoje (segunda, 5) em edição extraordinária do Diário Oficial. Entre os nomes, estão o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, o futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, o futuro ministro da Defesa, general Augusto Heleno e o vice-presidente do PSL, Gustavo Bebianno. A lista não traz o nome de nenhuma mulher. Veja a lista: - ABRAHAM BRAGANÇA DE VASCONCELLOS WEINTRAUB - ADOLFO SACHSIDA - ALEXANDRE XAVIER YWATA DE CARVALHO - ANTÔNIO FLÁVIO TESTA - ARTHUR BRAGANÇA DE VASCONCELLOS WEINTRAUB - AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA - BRUNO EUSTÁQUIO FERREIRA CASTRO DE CARVALHO - CARLOS ALEXANDRE JORGE DA COSTA - CARLOS VON DOELLINGER - EDUARDO CHAVES VIEIRA - GULLIEM CHARLES BEZERRA LEMOS - GUSTAVO BEBIANNO ROCHA - Ismael NOBRE - JONATHAS ASSUNÇÃO SALVADOR NERY DE CASTRO - LUCIANO IRINEU DE CASTRO FILHO - LUIZ TADEU VILELA BLUMM - MARCOS AURÉLIO CARVALHO - MARCOS CÉSAR PONTES - MARCOS CINTRA CAVALCANTI DE Albuquerque - PABLO ANTÔNIO FERNANDO TATIM DOS SANTOS - PAULO ANTÔNIO SPENCER UEBEL - PAULO ROBERTO - PAULO ROBERTO NUNES GUEDES - ROBERTO DA CUNHA CASTELLO BRANCO - SÉRGIO AUGUSTO DE QUEIROZ - WALDEMAR GONÇALVES ORTUNHO JUNIOR - WALDERY RODRIGUES JUNIOR Das 27 pessoas, 22 foram nomeadas e as últimas cinco foram designadas para assessorar a equipe e não receberão por isso. O ministro extraordinário Onyx Lorenzoni anunciou os dez grupos técnicos que serão criados para tocar os principais pontos da transição. São eles: desenvolvimento regional; ciência, tecnologia, inovação e comunicação; modernização do Estado; economia e comércio exterior; educação, cultura e esporte; justiça, segurança e combate a corrupção; Defesa; infraestrutura; produção sustentável, agricultura e meio-ambiente e saúde e assistência social. Governo de transição O papel do governo de transição é compartilhar dados e definir ações entre o governo atual e o eleito para o próximo ano. O novo presidente nomeia uma equipe de até 50 técnicos, aprovada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e divulgada no Diário Oficial da União pelo ministro-chefe da Casa Civil. O processo é regulamentado pela lei 10.609/2002. De acordo com o texto, a transição pode ocorrer oficialmente a partir de dois dias após o resultado final das eleições presidenciais. As reuniões acontecem diariamente no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.  A equipe de transição se dissolve dez dias após a posse do novo governo, com a exoneração de ofício de todos os nomeados. Essa é a principal transição presidencial desde 2002, quando Lula assumiu o governo. À época, o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou os dois candidatos que chegaram ao segundo turno -Lula e Serra- para discutir ações e inaugurou o modelo de transição atual. A iniciativa de FHC, que familiariza os novos gestores à situação do governo federal, foi elogiada por especialistas da área. Com a reeleição de Lula, a próxima troca de governante só viria oito anos depois, com a posse da correligionária Dilma Rousseff - apoiada politicamente por Lula e, portanto, com poucos percalços durante as semanas iniciais.
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