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Operação derivada da Lava Jato prende 23 por fraude em licitações na saúde

4/7/2018
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Preso desde 2016, Sérgio Cabral foi condenado a quase 400 anos de prisão. Foto: Agência Brasil
A Polícia Federal cumpre 23 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão no Rio e em São Paulo em operação derivada da Lava Jato. A Fatura Exposta investiga empresas multinacionais que forneciam material hospitalar, suspeitas de terem fraudado licitações na saúde e formado cartel em negócios com o governo estadual. Entre os alvos estão o empresário Miguel Iskin e seu sócio Gustavo Estellita, dono de fornecedoras de equipamentos médicos e próteses ao Estado, e dois executivos da Phillips. Os investigados tiveram seus bloqueados no valor de R$ 1,2 bilhão. Um dos mandados de busca e apreensão é cumprido no apartamento do ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. Iskin é apontado como líder do “clube do pregão internacional”, que, segundo a PF, cartelizava e desviava recursos no fornecimento de próteses e equipamentos médicos por meio de fraudes em licitações. O esquema foi descoberto em abril do ano passado. Os policiais e procuradores suspeitam que foram desviados R$ 300 milhões dos cofres públicos. Na ocasião, Iskin chegou a ser preso. Mas ele foi liberado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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