“Repilo com veemência”: Agripino diz não haver “fato novo” na nova denúncia
<< Presidente do DEM, senador José Agripino vira réu na Operação Lava JatoDepois de recebida a denúncia pelo STF, em dezembro passado, os autos do processo foram encaminhados à Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, de maneira que providências processuais fossem tomadas em âmbito civil. A denúncia por improbidade administrativa em primeira instância corre paralelamente ao rito no STF.
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Loas de plenário
Como este site mostrou em 26 de abril de 2016, quando começaram a surgir informações sobre a denúncia, uma série de senadores de diversos partidos, principalmente da antiga oposição, consumiu horas de apartes no plenário do Senado em solidariedade a Agripino (RN). Naquela dia, o senador que subiu à tribuna justamente para se defender das acusações de corrupção.
<< Senadores fazem sessão de desagravo ao presidente do DEM
Acostumados a criticar os casos de corrupção do então governo Dilma Rousseff e dos respectivos desafetos, os colegas do senador potiguar não só lhe deram o benefício da dúvida, em manifestações sobre sua suposta inocência, como o absolveram de qualquer culpa, antecipadamente, por meio de elogios e votos de confiança. Na época, Agripino teve os sigilos fiscal e bancário quebrados por Barroso em relação às movimentações financeiras realizadas entre 2010 e 2015. A decisão foi estendida a mais dez pessoas e cinco empresas supostamente ligadas ao senador do DEM.
Em outubro de 2015, o Supremo Tribunal Federal já havia aberto um inquérito contra o senador depois de a PGR ter pedido ao Supremo a abertura de inquérito – para embasar a solicitação, a Procuradoria recorreu às mensagens detectadas pela Polícia Federal no telefone celular de Léo Pinheiro, que já condenado na Lava Jato. Agripino era investigado informalmente, naquele ano, por suspeita de recebimento de dinheiro da empreiteira.<< Leia mais sobre as suspeitas que recaem sobre José Agripino