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<< Leia a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo na íntegraCom a aprovação da reforma da Previdência, em um período de 10 anos, o governo espera uma economia de cerca de R$ 588 bilhões nas despesas com aposentadorias e pensões. Pelos cálculos do governo, caso a proposta seja aprovada até março deste ano, a economia em 2018 seria de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões para as contas públicas. De acordo com os dados divulgados pelo governo ontem (segunda-feira, 22), o déficit previdenciário geral foi de R$ 182,45 bilhões em 2017. Já o regime próprio de Previdência Social, que é o dos servidores públicos e militares, fechou 2017 com déficit de R$ 86,349 bilhões. Considerando os dois regimes, o próprio e o geral, a Previdência acumulou um déficit em 2017 de R$ 268,799 bilhões. A reforma propõe a adoção de uma idade mínima - de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. Conforme a proposta, trabalhadores do setor privado e servidores públicos deverão seguir as mesmas regras, com um teto de R$ 5,5 mil para se aposentar, e sem a possibilidade de acumular benefícios. Os militares não foram incluídos na proposta.
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Apesar das perspectivas governistas, alguns integrantes da base aliada, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o primeiro vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MDB-MG), praticamente já jogaram a toalha quanto à aprovação da reforma da Previdência. Na última quarta-feira (17), Fábio Ramalho disse ao Congresso em Foco que o governo tem, no máximo, 220 votos. A aprovação da proposta de emenda constitucional exige o apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação. A primeira delas está marcada para logo depois do Carnaval, no dia 19 de fevereiro.
<< Governistas trabalham no recesso por apoio de indecisos à reforma da Previdência << Governo avalia ter arsenal de R$ 30 bilhões para aprovar Previdência, diz jornal