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Empresas devem mais de R$ 500 bi em tributos que provocaram aumento no preço da gasolina

8/8/2017
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[caption id="attachment_304099" align="aligncenter" width="580" caption="Com aumento do tributo, preço da gasolina ficou até R$ 0,41 mais alto"][fotografo]EBC[/fotografo][/caption]  Enquanto o governo tenta manter o aumento do PIS e da Cofins sobre os combustíveis, empresas acumulam dívida de R$ 545,4 bilhões referentes aos mesmos tributos. Esses débitos relacionados às contribuições sociais, inclusive a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), são atribuídos a 1,8 milhão de empresas, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entregues à CPI da Previdência no Senado. Os dados foram publicados pelo UOL, em reportagem do site da ONG Repórter Brasil. Esses tributos foram responsáveis pelo último aumento do preço dos combustíveis. O governo alega necessidade de reforçar a arrecadação para fechar as contas de 2017. A arrecadação desses tributos vai para o orçamento da Seguridade Social e ajuda a financiar programas como Sistema Único de Saúde (SUS), o seguro-desemprego e o abono salarial. O débito acumulado por essas empresas equivale a 30% de todas as dívidas de pessoas e empresas com a União, que eram de R$ 1,8 trilhão em 2016, de acordo com a reportagem. Conforme os dados da PGFN publicados pela Repórter Brasil, essas são as dez empresas que mais devem PIS e Cofins: Varig - R$ 3,51 bilhões Eletropaulo - R$ 2,24 bilhões Vasp - R$ 2,05 bilhões Cárita Brasil - R$ 1,53 bilhão Itaucard - R$ 1,48 bilhão Unimed Paulista - R$ 1,41 bilhão Ulbra - R$ 1,23 bilhão Paes Mendonça - R$ 1,22 bilhão Plastivip - R$ 1,2 bilhão   Entre os 20 maiores devedores também estão empresas como Walmart, Ambev, e Companhia Brasileira de Distribuição (dona do Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio e Casas Bahia). De acordo com a reportagem, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional divide os débitos entre as empresas consideradas em situação regular, que têm dívidas negociadas, parceladas ou suspensas por decisão judicial, e aquelas que estão em situação irregular e são cobradas pelo órgão. Em ambos os casos, constam como devedoras da dívida ativa da União. Leia a íntegra da reportagem Governo decide aumentar imposto sobre combustíveis
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