Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje (20) que o fim da cobrança da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), a partir de janeiro de 2008, não prejudicará as metas fiscais. "Reafirmo o compromisso do governo com a manutenção do superávit primário e com a consistência da política fiscal", declarou Meirelles aos senadores. Segundo o presidente do BC, a perda dos R$ 40 bilhões que seriam arrecadados pelo governo com a CPMF no próximo ano não afetará as “condições favoráveis” da política de juros. Após dois anos de cortes consecutivos, o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu, em outubro, o processo de redução da taxa de juros, ao manter a Selic inalterada em 11,25%. Meirelles reafirmou o compromisso do governo em manter a meta de superávit em 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor público consolidado e destacou que a economia brasileira vive um momento de “crescimento robusto”. Para justificar o seu otimismo, o presidente do Banco Central ainda fez menção à estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que prevê crescimento de 5,7% do PIB no terceiro trimestre. "Desde 2005, temos uma tendência crescente de evolução do produto", afirmou. (Edson Sardinha)
Meirelles: fim da CPMF não prejudica metas fiscais
20/12/2007
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