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Renan Calheiros vira "senadorzeco" nas redes sociais

26/10/2016
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[caption id="attachment_268691" align="alignleft" width="380" caption="Feitiço contra feiticeiro: crítica de Renan a juiz de primeira instância tem efeito reverso "]Renan Calheiros_Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil" src="https://static.congressoemfoco.com.br/2016/10/Renan3.jpg" alt="" width="380" height="270" />[fotografo]Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil[/fotografo][/caption]Brasília Capital * A prisão do chefe da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, na sexta-feira (21) – ele foi liberado na quarta-feira (26) – desestabilizou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Irritado com a ação da Polícia Federal na Operação Métis, Renan chamou uma coletiva na segunda-feira (24) e esbravejou: “Um juizeco de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o Poder. É lamentável que isso aconteça em um espetáculo com a participação de um ministro do governo [referência ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes], que não tem se comportado como ministro e sim como polícia”. Leia mais: Renan Calheiros e Gilmar Mendes atacam métodos da Operação Lava Jato Renan reafirma crítica ao juiz que autorizou prisão de policiais legislativos Na terça (25), ao abrir a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, foi direto ao ponto: “O que não é admissível aqui, fora dos autos, é que qualquer juiz seja diminuído ou desmoralizado”. E completou: “Todas as vezes que um juiz é agredido, eu e cada um de nós juízes é agredido. E não há a menor necessidade de, numa convivência democrática, livre e harmônica, haver qualquer tipo de questionamento que não seja nos estreitos limites da constitucionalidade e da legalidade.” Na esteira da fala de Carmen Lúcia, os magistrados manifestaram apoio ao juiz da 10ª Vara Federal do DF, Vallisney de Souza Oliveira, que autorizou a ação da PF contra a Polícia Legislativa. Diante da reação da ministra, Renan anunciou que vai entrar com ação na Justiça para fixar competências dos Poderes. Enquanto isso no plenário, senadores repudiam o que chamam de invasão e destacam que nem na ditadura houve ação como essa. Para evitar uma crise, Micher Temer propôs reunir, na sexta-feira (28), os presidentes do Senado e do Supremo e o ministro da Justiça, no lançamento do Plano Nacional pela Segurança Pública. Na terça, Renan havia convidado Carmen Lúcia para uma conversa. A ministra declinou do convite, o que rendeu, pelas redes sociais, ironias contra o presidente do Senado, que passou a ser chamado de “senadorzeco”. * Reportagem publicada pelo site Brasília Capital. Leia a íntegra aqui Leia mais: PF faz ação no Senado e prende policiais da Casa Ministério Público: dinheiro público e Senado foram usados para atrapalhar a Lava Jato Acusado de obstruir a Lava Jato, Polícia do Senado custou ao menos R$ 79,2 milhões em 2015   Mais sobre crise brasileira Mais sobre Renan Calheiros
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