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Planalto afirma não existir "tratamento discriminatório" entre Poderes e MP em PEC que limita gastos

8/10/2016
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Depois de
[caption id="attachment_266423" align="alignleft" width="300" caption="Após contestação de MPF, Planalto afirma que "gastos para Poderes e MP são em igual proporção e dimensão""][fotografo]Divulgação/Agência Brasil[/fotografo][/caption]O Palácio do Planalto divulgou nesta sexta-feira (7) uma nota em que esclarece pontos da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos e cria os mesmos critérios de limite de gastos para todos os Poderes e para o Ministério Público (MP). Questionado pela Procuradoria-Geral da União (PGR), o governo afirmou não tratar de forma discriminatória os Poderes. No texto, divulgado pela Secretaria de Comunicação, o Planalto resposta a nota técnica, que considera a PEC inconstitucional, enviada ontem (sexta, 7) pela PGR ao Congresso Nacional. “A PEC cria o mesmo critério de limite de gastos para todos os Poderes e para o Ministério Público em igual proporção e dimensão de valor, não havendo qualquer tratamento discriminatório que possa configurar violação ao princípio da separação dos Poderes”, diz a nota do governo Michel Temer. No texto, o Planalto explica ainda que a Constituição já impõe limites à autonomia administrativa e financeira dos Poderes e do MP e estabelece que as propostas orçamentárias serão realizadas dentro dos limites estipulados na Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Se até mesmo a Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO] pode estabelecer limites claros à iniciativa orçamentária dos Poderes e do Ministério Público, evidente que a própria Constituição, por meio da PEC nº 241/2016, pode estabelecer quais serão estes limites”, explica o texto. Arquivamento A PGR afirmou que vai pedir o arquivamento da emenda ou a alteração do texto que será votado em primeiro turno pelos deputados na segunda-feira (10). Em caso de negativa, propõe alterações no texto em votação. Diferente dos 20 anos anunciados no texto da PEC, a sugestão prevista na nota da PGR é que a limitação do reajuste aos Poderes seja por 10 anos com revisão na metade deste prazo. “A PEC 241 institui o Novo Regime Fiscal pelos próximos 20 anos, prazo longo o suficiente para limitar, prejudicar, enfraquecer o desempenho do Poder Judiciário e demais instituições do Sistema de Justiça e, nesse alcance, diminuir a atuação estatal no combate às demandas de que necessita a sociedade, entre as quais o combate à corrupção, o combate ao crime, a atuação na tutela coletiva, a defesa do interesse público”, diz o comunicado. Além disso, o MPF propõe a distribuição ou transferência do saldo positivo de receitas – resultado de um possível crescimento econômico – para as instituições típicas de Estado, em especial do Poder Judiciário e outras instâncias da Justiça. Esta fórmula, segundo os estudos da PGR, evitaria o enfraquecimento ou paralisação de funções essenciais do Judiciário. Leia a íntegra da nota divulgada pelo Planalto: "Nota à imprensa Sobre Nota Técnica de servidores da Procuradoria-Geral da República sobre a PEC nº 241/2016, esclarecemos: - A PEC cria o mesmo critério de limite de gastos para todos os Poderes e para o Ministério Público em igual proporção e dimensão de valor, não havendo qualquer tratamento discriminatório que possa configurar violação ao princípio da separação dos Poderes; - A Constituição já impõe limites à autonomia administrativa e financeira dos Poderes e do Ministério Público e estabelece que as propostas orçamentárias serão realizadas dentro dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias (arts. 99, §1º  e 127, §3º); - Se até mesmo a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) pode estabelecer limites claros à iniciativa orçamentária dos Poderes e  do Ministério Público, evidente que a própria Constituição, por meio da PEC nº 241/2016, pode estabelecer quais serão estes limites. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República" Mais sobre crise brasileira
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