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PGR acatou denúncia de Jorge Kajuru, que acusa Campos Neto de omissão no controle da entrada de ouro vindo do garimpo no sistema financeiro. Foto: Agência Senado
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, corrigiu a informação propagada pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que sua gestão teria criado o Pix – ferramenta que permite a transferência de recursos por bancos sem taxas e em tempo real. O gestor disse, nesta quinta-feira (29), que o projeto do Pix era debatido pelo banco antes dele ser indicado por Bolsonaro para presidir o órgão.
"Quando eu cheguei no Banco Central, um dos temas era a agenda de inovação. Tinha um grupo de trabalho sobre pagamento instantâneo antes da minha chegada, que tinha concluído que tinha beneficio ter um programa de pagamentos instantâneo bem feito. Que isso geraria melhoria na intermediação financeira", disse o presidente do BC.
Apesar de não citar o ex-presidente Michel Temer (MDB), a plataforma foi idealizada em seu governo. Ao assumir a gestão do Banco Central, Campos Neto afirmou que tornou a pauta do Pix uma prioridade. O sistema deveria funcionar a partir do ano de 2023, mas sua gestão conseguiu implementar ainda no fim de 2020.
"O PIX se mostrou um sucesso, é uma conquista dos funcionários do BC. É só o começo. Tem muito mais coisa para aparecer, vai continuar existindo quando eu não estiver aqui. Não foi um projeto meu, é um projeto do Banco Central", reiterou Campos Neto.
Ao entrarem em greve em junho deste ano, os servidores do Banco Central combateram o governo Bolsonaro que já explorava a paternidade do Pix. Em nota, os servidores afirmaram que, mesmo com a paralisação, o Pix não seria interrompido como vinha sendo especulado.