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"Já vai tarde": Congresso reage à saída de Ernesto Araújo

29/3/2021
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Chanceler Ernesto Araújo [fotografo]Divulgação/Itamaraty
Após uma semana de intensa pressão pela saída de Ernesto Araújo do posto de ministro das Relações Exteriores, congressistas comentaram o pedido de demissão do chanceler anunciado no fim da manhã desta segunda-feira (29). O senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da minoria no Senado, casa que capitaneou a insurgência contra o ministro, diz que Ernesto  "é o bode que colocaram na sala para que outros não paguem o pecado a ser expiado". “A fritura do ministro das Relações Exteriores é evidente. Ele foi escalado como culpado da hora pelo atraso e ausência de vacinas no país. Que Araújo é uma catástrofe diplomática, ninguém nega. Mas ele é o bode que colocaram na sala para que outros não paguem o pecado a ser expiado. Se o Brasil não tem vacinas, o responsável é Bolsonaro. Foi ele quem sabotou a negociação das vacinas com países produtores e laboratórios. Foi o seu negacionismo que ignorou a primeira oferta da Pfizer, que recusou e criticou a compra da Coronavac e fez discursos irresponsáveis contra a vacinação", disse.
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