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"Trapalhada com Renda Brasil não poder ser imputada apenas a Guedes", diz Flávio Dino

15/9/2020
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Plenário da Câmara dos Deputados [fotografo] Luís Macedo/Câmara dos Deputados [/fotografo]
O presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo desautorizando a equipe de Paulo Guedes. Ele desmentiu as últimas notícias de que o ministério da Economia  estuda congelar aposentadorias e cortar benefícios sociais de idosos e deficientes para financiar o Renda Brasil. Além disso, Bolsonaro proibiu a discussão sobre o programa, substituto do Bolsa Família. "Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final", disse. A manifestação do presidente repercutiu entre entre os poíticos. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que a "trapalhada com o Renda Brasil e o Bolsa Família não pode ser imputada exclusivamente a Guedes e sua equipe". Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Bolsonaro ficou "desguarnecido porque a equipe econômica foi incapaz de apresentar uma proposta". Para o parlamentar, Paulo Guedes "promete e não entrega resultados". "A equipe econômica acaba transmitindo insegurança com o vai e vem", disse em vídeo divulgado por sua assessoria. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que "não dá para jogar a toalha" e defendeu bancar renda básica com a tributação de lucros e dividendos dos bancos. O deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que a renda mínima "nunca fez parte do projeto" do atual governo. Gil Cutrim (PDT-MA) apontou que congelar aposentadoria é "inviável" e elogiou a postura de Bolsonaro. Já o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o Renda Brasil é "uma mentira". O deputado Fábio Trad (PSD-MS) também comentou a decisão do presidente. Apoiadores de Bolsonaro, Bibo Nunes e Carla Zambelli, ambos do PSL, elogiaram o presidente. > Bolsonaro proíbe Renda Brasil e diz que não vai alterar Bolsa Família
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