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Camiseta do Che e sindicato: a atuação pré-bolsonaro de Oswaldo Eustáquio

26/6/2020
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O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio [fotografo] Reprodução/Redes Sociais [/fotografo]
Antes de integrar o grupo de blogueiros e jornalistas que fazem a linha de frente do discurso bolsonarista mais radical, Oswaldo Eustáquio, preso na manhã desta sexta-feira (26), era diretor sindical no Paraná, visto pelos colegas de gestão como um sujeito alinhado mais à esquerda que à direita.  Eustáquio, que atualmente direciona boa parte de seus ataques à imprensa tradicional, já ajudou a organizar, em 2015, um ato do sindicato que defendia um jornalista da emissora afiliada da Rede Globo no Paraná (RPC), vítima de perseguição por parte de grupos políticos que vinha denunciando.  [caption id="attachment_442431" align="aligncenter" width="960"] Oswaldo Eustáquio, em manifestação em Londrina, em 2015, pedindo o fim da perseguição a um jornalista da afiliada da Rede Globo [ fotografo] Divulgação/Sindijor-PR [/fotografo][/caption]No campeonato de futebol de salão do sindicato, por exemplo, defendia o time Che Garotos, cujo escudo é uma imagem do guerrilheiro argentino Che Guevara. Segundo ex-colegas, a virada veio num momento que coincide com a derrocada do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2016, um texto homofóbico publicado por Eustáquio foi a primeira percepção pública dos colegas sindicalistas de que a orientação política do jornalista tinha mudado. Ele foi interpelado por entidades ligadas aos direitos LGBTQIA+ e isso acabou levando a seu afastamento da entidade representativa.  A partir de então, ele foi se alinhando a grupos mais à direita até que entrou de cabeça no bolsonarismo. Segundo ex-colegas do Paraná, isso ocorreu depois que sua esposa, Sandra Terena, foi indicada por Damares Alves para o cargo de secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Com essa atuação, Eustáquio se aproximou de outras figuras centrais na comunicação bolsonarista e, além de defender o governo e atacar a imprensa, tem participado e discursado em muitos dos atos em que se defendeu a intervenção militar e o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.  O Congresso em Foco não conseguiu contato com os advogados de Eustáquio, entretanto, após sua prisão, seu perfil no Twitter publicou o seguinte texto: “Eu Oswaldo Eustáquio, portanto, prisioneiro no Senhor, suplico-vos que andeis de modo digno. Se cumpriu a mandado de prisão de busca e apreensão a pedido de Alexandre de Moraes do STF. Me torno hoje um jornalista preso político, minha voz não será calada. A cadeia se romperá”.  
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