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PSL deve expulsar deputados e substituir Eduardo Bolsonaro por Joice

4/2/2020
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Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann [fotografo] Reprodução / Twitter / Joice Hasselmann [/fotografo].
A guerra interna do PSL entre bolsonaristas e bivaristas terá mais desdobramentos neste início de ano legislativo. A avaliação da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais defensoras de Jair Bolsonaro, é que a direção da legenda expulse ela e os deputados Carlos Jordy (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR) nas próximas semanas. A exclusão dos três nomes abre caminho para a ala bivarista emplacar a deputada Joice Hasselmann (SP) na liderança do partido. “A gente sabe que para tirar o Eduardo Bolsonaro da liderança a única forma de conseguirem isso é a expulsão da gente [bolsonaristas], de alguns de nós, para voltar a ter maioria”, disse ao Congresso em Foco na sessão de abertura do Congresso nesta segunda-feira (3). > PDT e Republicanos querem vaga do PSL na CCJ da Câmara O vice-presidente nacional do PSL, deputado Júnior Bozzella (SP), citou os trâmites já abertos de punição contra os deputados que vão para o Aliança pelo Brasil. "O processo ainda corre internamente e está sob avaliação do Conselho de Ética e depois será analisado pela Executiva Nacional e pelo Diretório Nacional do partido". De acordo com ele, o nome bivarista para liderança continua o mesmo: “está mantido a Joice como a gente terminou o ano, era a Joice como a expectativa de ser a líder do partido”. No início de dezembro, o comando do PSL suspendeu Eduardo e outros 13 deputados. Os bolsonaristas, no entanto, conseguiram na Justiça suspender a decisão, o que permitiu a volta do filho do presidente à liderança, cargo que ele havia perdido para Joice. Bolsonaro x PSL Em novembro, o presidente Jair Bolsonaro e o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, assinaram carta de desfiliação do PSL. O grupo político do presidente da República na Câmara dos Deputados também vai sair do partido para participar da fundação de uma nova legenda chamada de Aliança pelo Brasil. O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga e a advogada Karina Kufa são os responsáveis pela estratégia jurídica da criação da legenda em gestação. A crise na sigla pela qual foi eleito o presidente da República foi destacada pelo Congresso em Foco em setembro de 2019, quando deputados revelaram ao site que a situação dentro do partido era de racha e possível debandada.
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