Notícias

Limitação da Lei da Ficha Limpa volta à pauta do Senado nesta terça

Projeto de lei em discussão prevê que a inelegibilidade por oito anos só possa valer para condenados após 2010. Na semana passada, sessão foi cancelada

20/11/2018
Publicidade
Expandir publicidade

Projeto de lei em discussão prevê que a inelegibilidade por oito anos só possa valer para condenados após 2010. Na semana passada, sessão que discutiria a matéria foi cancelada[fotografo]Jonas Pereira / Agência Senado[/fotografo]
O Senado deve discutir, a partir desta terça-feira (20), o projeto que prevê a limitação da Lei da Ficha Limpa. A matéria estava na pauta da Casa na semana passada, mas a sessão acabou cancelada na última quarta-feira (14). O projeto de lei em discussão prevê que a inelegibilidade por oito anos só possa valer para condenados após 2010. O projeto tramita com urgência.

Senado cancela sessão para votar projeto que enfraquece Lei da Ficha Limpa

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a pena de inelegibilidade por oito anos, prevista pela lei para políticos condenados, pode ser aplicada a pessoas condenadas antes da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa, em 2010. O projeto do senador Dalírio Beber (PSDB-SC) acaba com a possibilidade e só passa a valer para condenações a partir de 2010. Se aprovado, pode livrar aqueles que praticaram e foram condenados por crimes investigados, por exemplo, na Operação Lava Jato, de serem enquadrados na lei. Por causa do requerimento de urgência aprovado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado não analisou a matéria. O parecer do colegiado deve ser apresentado no Plenário. Leia a íntegra do projeto Pré-sal O primeiro item na pauta, entretanto, é outro projeto polêmico. Os senadores devem analisar o projeto que permite que a Petrobras transfira até 70% de seus direitos de exploração na área do pré-sal para petroleiras privadas. O Senado vai analisar o texto aprovado pela Câmara em julho, que prevê que o petróleo que exceder cinco bilhões de barris deverá ser licitado no regime de partilha de produção, após uma revisão no contrato de cessão entre a estatal e a União. Segundo estudo independente contratado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o volume excedente à captação autorizada pela União pode variar entre 6 a 15 bilhões de barris.

Base e oposição travam guerra de versões sobre exploração de cinco bilhões de barris de petróleo

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos