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Congresso cria CPI para investigar JBS e acordo de delação premiada

31/5/2017
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Grupo também fechou acordo de leniência pelo qual vai pagar multa de quase R$ 11 bilhões
Foi lido nessa terça-feira (30), em sessão do Congresso Nacional, requerimento para criação de uma CPI mista para investigar denúncias de irregularidades envolvendo o grupo J&F, dono do frigorífico JBS e outras empresas, e operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A comissão também vai investigar os procedimentos do acordo de delação premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e os irmãos Joesley e Wesley Batista. No total, 174 deputados e 30 senadores assinaram o pedido. Para uma CPMI ser criada, é necessário o apoio de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Depois da leitura em reunião conjunta de deputados e senadores, cabe ao presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira, enviar ofício aos líderes partidários para a indicação dos integrantes do colegiado. Não há prazo para a CPMI começar a funcionar. “Queremos investigar contratos do BNDES e empréstimos realizados. Além disso, vamos investigar a colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista”, afirmou o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO), um dos autores do requerimento. Os irmãos Batista fizeram um acordo com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo ministro Edson Fachin, responsável no Supremo Tribunal Federal pela Operação Lava Jato. Com base na delação, Fachin autorizou a abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer. As suspeitas são de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. Temer nega as acusações. Controladora da JBS fecha acordo de leniência com multa de R$ 10,3 bilhões
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