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Agricultores querem mais garantias

13/7/2005
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Sônia Mossri

Além do salário mínimo, do fundo de compensação das exportações e do reajuste do Imposto de Renda, existe outro problema para fechar as contas do orçamento de 2005. É a falta de recursos suficientes para garantir a política de preços mínimos na agricultura. São necessários mais R$ 2 bilhões, de acordo com o relator setorial de agricultura, Abelardo Lupion (PFL-PR).

Na última quinta-feira (09), Lupion e parlamentares da bancada ruralista se reuniram com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, para tratar do caso.

Mais de 40 parlamentares discutiram com os minstros a necessidade de adequar o orçamento à previsão de queda do preço no mercado internacional da soja, milho, arroz e trigo. Essa também é a previsão do próprio Ministério da Agricultura.

De acordo com dados obtidos pelo Congresso em Foco, a estimativa é que haja redução nos preços desses produtos, o que exigiria que o governo entrasse em ação, comprando dos produtores.

O Ministério da Agricultura prevê a necessidade do governo comprar esses produtos no mercado para afastar o risco de diminuição do valor em nível menor que o preço mínimo. Para isso, é preciso mais R$ 2 bilhões.

Se o governo não tiver verba suficiente para fazer a política de garantia do preço mínimo, pode acontecer o que já houve no passado, que é a quebra de muitos produtores e a necessidade do Banco do Brasil promover um refinanciamento da dívida do setor.

Empreiteiras atentas

As empreiteiras voltaram com força a acompanhar a tramitação do projeto orçamentário, já que o governo federal acumula uma dívida de mais de R$ 500 milhões com o setor. Para 2005, Lula exige que o Ministério dos Transportes tenha R$ 2 bilhões garantidos no esforço de recuperação das rodovias federais.

A proposta do Palácio do Planalto é que se inicie no próximo ano um programa de recuperação e conservação das deterioradas rodovias federais. Para isso, o Ministério da Fazenda teria que assegurar um fluxo anual de R$ 2 bilhões para os Transportes, no período de três anos, sem bloqueio de verbas.

O problema será manter essa fatura de liberação de verbas com a política do ministro Palocci de obtenção de um superávit fiscal elevado.

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