Sônia Mossri |
Enquanto o governo tenta remendar sua base no Congresso, o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), qualifica como natural a rebelião nos partidos aliados após as eleições municipais. “Sempre existe clima de insatisfação após eleições, mas o PTB não pode reclamar de nada”, observou Roberto Jefferson. Segundo ele, os deputados e senadores do partido estão mais tranqüilos depois da denúncia de que o PT teria prometido R$ 100 mil aos parlamentares petebistas em troca de apoio no Congresso. Apesar disso, Jefferson continua otimista e mantém a meta de transformar o PTB no “PSDB” de Lula. Segundo ele, agora que acabou o segundo turno das eleições municipais, muitos parlamentares que estão insatisfeitos em outros partidos vão migrar para a legenda. O presidente do PTB recusa qualquer comparação entre seu partido e o PMDB. “O PMDB não tem unidade. É uma federação partidária. Não passa de uma capitania hereditária”, diverte-se em entrevista ao Congresso em Foco. Jefferson não gosta de falar mais sobre a eventual ida de Ciro Gomes (ministro da Integração Nacional) para o partido, mas se sabe que são cada vez maiores as pressões do governo para que o ex-candidato à presidência da República troque o PPS pelo PTB. As conversas entre Jefferson e o ministro José Dirceu incluem a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Rio de Janeiro em 2006 pelo PTB e com o apoio do Palácio do Planalto. |
PTB quer governistas da oposição
13/7/2005
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