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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi exonerado do cargo em 2022. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Investigado pela Polícia Federal por conta da atuação da instituição no dia do segundo turno das eleições, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi exonerado do cargo. A dispensa do cargo saiu no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (20).
No dia 30 de outubro, a PRF realizou centenas de ações de fiscalização do transporte público, especialmente na região Nordeste. Nas redes sociais, os usuários compartilharam vídeo das ações da PRF formando barricadas para dificultar o deslocamento de ônibus e de motocicletas que transportavam os eleitores. Relatos sobre essas ações partiram inclusive de políticos locais, como prefeitos e vereadores.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, determinou que Vasques fosse oficiado “com urgência” para “informar imediatamente sobre as razões pelas quais [estão sendo] realizadas operações policiais”.
Em publicação feita no Instagram, Vasques chegou a pedir voto para o presidente Jair Bolsonaro (PL). “Vote 22. Bolsonaro presidente”, dizia o post, que foi apagado, mas apenas depois de vários usuários o terem salvo. A ação tornou Vasques como réu por improbidade administrativa ao pedir votos indevidamente.
Após a vitória do presidente eleito Lula (PL), apoiadores de Bolsonaro realizaram bloqueios em estradas no país em protesto com o resultado do pleito eleitoral. O STF determinou que a PRF desobstruísse os bloqueios, prevendo a prisão de Vasques e multa de R$ 100 mil no caso de descumprimento da decisão.
Apesar da decisão, servidores da instituição apontaram que a corporação não parecia interessada em resolver a situação. Também houve críticas para a ação política dentro da PRF.