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Silvio Pereira também sabia dos empréstimos de Valério

10/8/2005
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Diego Moraes e Ricardo Ramos

A revelação do depoimento do publicitário Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República (PGR), na semana passada, deve alçar à linha de frente da investigação o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, que depõe hoje na CPI dos Correios. Valério disse ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, que o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares avisara Silvio Pereira e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu sobre os empréstimos contraídos por ele.A condição para Valério assumir as dívidas de R$ 39 milhões do partido, segundo o depoimento do publicitário, era que Silvinho e Dirceu dessem o aval para a operação – o que, disse ele ao chefe do Ministério Público Federal, ocorreu. “Dirceu seria uma garantia para que Valério fizesse esses empréstimos”, afirmou o deputado ACM Neto (PFL-BA) ao Congresso em Foco. “O Silvinho também”, garante o parlamentar, integrante da CPI dos Correios. De posse da transcrição dos depoimentos de Valério e Delúbio à PGR, o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), confirmou à informação de ACM Neto.Apesar das novas revelações, o ex-secretário-geral do PT pode mentir, hoje, em seu depoimento e, nem por isso, ser preso. Ontem à noite, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, concedeu habeas corpus preventivo a Silvio e a Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT que, entre outras acusações, confessou ter utilizado caixa dois em campanhas petistas nas eleições de 2002 e 2004. Delúbio fala à CPI amanhã.Silvio Pereira, Marcos Valério e Delúbio Soares adotam a mesma tática: o trio deixa de depor na condição de testemunha, para a condição de investigados. Com o habeas corpus, eles podem negar-se a responder a perguntas que julgarem acusatórias.

CargosO ex-secretário-geral do PT deve ser provocado ainda a revelar qual tipo de acerto fazia no loteamento político do governo federal. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o ex-presidente do partido José Genoino admitiu, num depoimento que prestou à Corregedoria da Câmara no dia 29 de junho, que Silvio Pereira usava uma sala na Casa Civil para lotear cargos federais para os partidos da base aliada do governo Lula.

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