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Câmara aprova Hino à Negritude; conheça a letra

10/9/2009
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Edson Sardinha

Um dia depois da votação do Estatuto da Igualdade Racial, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje (10) uma proposta que oficializa, em todo o país, o "Hino à Negritude", composto pelo poeta e professor negro Eduardo de Oliveira.

O texto aprovado pelos deputados exclui a obrigatoriedade de o cântico ser executado em todas as solenidades relacionadas ao movimento negro. O relator, Gonzaga Patriota (PSB-PE), alterou o projeto de lei do deputado Vicentinho (PT-SP) por entender que não era possível tornar obrigatória a execução da música.

Na justificativa da proposta, Vicentinho diz que o projeto tem como objetivo favorecer o reconhecimento da trajetória do negro na formação da sociedade brasileira. "Não temos ainda símbolos que enalteçam e registrem este sentimento de fraternidade entre as diversas etnias que compõem a base da população brasileira", afirma.

A proposição segue agora para o Senado após ter sido aprovada em caráter conclusivo, ou seja, sem a necessidade de passar pelo Plenário.

O hino foi composto em 1942 pelo professor Eduardo Ferreira de Oliveira, autor de músicas e livros sobre questões raciais. A música só foi registrada na Escola Nacional de Música, da Universidade do Brasil, em 1966, como Hino 13 de Maio. O cântico já foi oficializado em São Paulo graças à Lei 14.472, de 2007, que prevê que ele seja cantado em “todas as solenidades que envolvam a raça negra”.

Conheça a letra do Hino à Negritude:

"Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira) ISob o céu cor de anil das AméricasHoje se ergue um soberbo perfilÉ uma imagem de luzQue em verdade traduzA história do negro no BrasilEste povo em passadas intrépidasEntre os povos valentes se impôsCom a fúria dos leõesRebentando grilhõesAos tiranos se contrapôsErgue a tocha no alto da glóriaQuem, herói, nos combates, se fezPois que as páginas da HistóriaSão galardões aos negros de altivez(bis)

IILevantado no topo dos séculosMil batalhas viris sustentouEste povo imortalQue não encontra rivalNa trilha que o amor lh destinouBelo e forte na tez cor de ébanoSó lutando se sente felizBrasileiro de escolLuta de sol a solenidadesPara o bem de nosso paísErgue a tocha no alto da glóriaQuem, horoi, nos combates, se fezPois que as páginas da HistóriaSão galardões aos negros de altivez(bis)

IIIDos Palmares os feitos históricosSão exemplos da eterna liçãoQue no solo TupiNos legara ZumbiSonhando com a libertaçãoSendo filho também da Mãe-ÁfricaArunda dos deuses da pazNo Brasil, este AxéQue nos mantém de péVem da força dos OrixásErgue a tocha no alto da glóriaQuem, herói, nos combates, se fezPois que as páginas da HistóriaSão galardões aos negros de altivez(bis)

IVQue saibamos guardar estes símbolosDe um passado de heróico labortodos numa só vozBradam nossos avósViver é lutar com destemorPara frente marchemos impávidosQue a vitória nos há de sorrirCidadãs, cidadãosSomos todos irmãosConquistando o melhor por virErgue a tocha no alto da glóriaQuem, herói, nos combates, se fezPois que as páginas da HistóriaSão Galardões aos negros de altivez.

Autor: Eduardo de Oliveira (letra e música)"

 

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