Publicidade
Expandir publicidade
- Os médicos estrangeiros não disputam “mercadoria” com os poderosos vendedores de saúde que estão nos centros ricos do país. Os milhões de miseráveis que não têm assistência médica mal podem comprar uma aspirina. Então, os médicos estrangeiros não estão tirando um tostão dos chefões da saúde.
- Inicialmente, as corporações médicas diziam que a importação tiraria o trabalho dos médicos brasileiros. Então, por que será que esses médicos não querem se inscrever para servir em lugares pobres?
- Isto significa que o objetivo das corporações nem sequer é o lucro predatório, que já seria algo brutal, tratando-se de saúde. Eles querem que não apareçam novos médicos que escapem a seu controle e que o brasileiro não possa perceber que existem formas de medicina que não são apenas máquinas de fazer dinheiro, mas têm uma missão social e humanitária.
- Mesmo num país totalmente corporativista, onde 80% da população jamais é ouvida, a corporação médica chama a atenção por seu corporativismo superlativamente fechado. Elas são instituições para as quais a vida humana vale tanto como um pedaço de picanha para o dono de um açougue, ou talvez menos, e representam uma elite, que são os médicos. Uma prova disso é que, salvo pouquíssimos jovens de grande talento, os que entram nas grandes faculdades de Medicina são filhos de famílias abastadas. A classe média baixa não encontra cursos nos quais o vestibular seja menos discriminatório, porque nem todas as universidades podem bancar um custoso programa de Medicina.