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[caption id="attachment_271012" align="aligncenter" width="590" caption="Moradores e comerciantes da região se uniram para montar cestas com vegetais e entregaram às famílias"]
Famílias de baixa renda, muitas vezes em estado de vulnerabilidade social, invadem áreas irregulares e lá ficam até serem retiradas. No momento da derrubada, apesar do choque de verem suas casas sendo demolidas por agentes do governo, recebem promessas de auxílio do próprio Estado. A “ajuda” do Governo de Brasília vai de inscrição em programas habitacionais, cestas básicas mensais à participação em programas sociais, como o auxílio vulnerabilidade, o Bolsa Família e o DF Sem Miséria (nos mesmos moldes do amparo federal). Na prática, porém, a realidade é diferente. Renata Cristina, mãe de três filhos e que morou por onze anos na Chácara Monjolo, no Recanto das Emas, foi uma das chefes de família atingidas pelas falsas promessas dos governantes. A dona de casa conta que, apesar de ter consciência de que ocupava uma área irregular, conseguia ter dignidade, um teto e comida na mesa. “Tenho vivido de 'bicos'. Por isso, precisava escolher entre pagar aluguel ou comprar comida”, conta emocionada. A derrubada no setor onde Renata morava aconteceu no dia 13 de setembro. Dois meses depois, nenhum auxílio prometido pelo GDF se concretizou. As cestas básicas nunca chegaram. A situação precária das mais de 130 famílias que ocupavam a Chácara Monjolo mobilizou moradores e comerciantes da região. Um mercado local montou cestas com vegetais e levou para as famílias amenizarem a fome. “Nós mostramos para o governo que é possível ajudar as pessoas. Só basta querer”, afirmou a líder comunitária Antônia Almeida. Emergência de 90 dias [caption id="attachment_271014" align="alignleft" width="300" caption="Moradores retiraram a mobíia dos barracos antes da derrubada, mas muitos móveis ainda foram destruídos"]