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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o presidente Lula propõem o fortalecimento da PF e da PRF para enfrentar crime organizado. Proposta divide governadores. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula se reúne na tarde desta quinta-feira (31) com governadores no Palácio do Planalto para debater uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca envolver a esfera federal no combate ao crime nos estados, a chamada PEC da Segurança Pública. O texto, que foi enviado pelo Ministério da Justiça em julho para a avaliação do Planalto, enfrenta a resistência dos governadores mais à direita.
Em preparação para o encontro, o ministro Ricardo Lewandowski se reuniu com Lula na noite de quarta (30) no Planalto, em uma agenda de última hora. A ideia é que a PEC amplie o alcance das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), bem como reestruturar a política de segurança no país.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enviou uma mensagem ao presidente afirmando que não irá comparecer por não concordar com a proposta. Segundo ele, o encontro “corre o risco de ser apenas um momento para discursos políticos, sem abertura para uma construção conjunta em busca de um consenso".
Zema afirma que o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) chegou a enviar à pasta sugestões para a mudança no texto, mas que o governo não deu retorno. “Apesar da apresentação das propostas ao Ministério da Justiça, ainda não tivemos uma resposta satisfatória sobre os pontos apresentados. Nem mesmo recebemos os termos da PEC da Segurança a ser apresentada ao Congresso”, pontuou ele a Lula.
Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, que também é de oposição, é outro que antecipou que não virá à Brasília.