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Revisor condena Roberto Jefferson por corrupção

26/9/2012
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[caption id="attachment_87059" align="alignleft" width="285" caption="Para Lewandowski, o próprio Roberto Jefferson, como delator do mensalão, produziu provas contra ele"][fotografo]Wilson Dias/ABr[/fotografo][/caption]O ministro revisor do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, votou nesta quarta-feira (26) pela condenação do delator do esquema, o ex-deputado Roberto Jefferson pelo crime de corrupção passiva e o absolveu no crime de lavagem de dinheiro. Ao analisar o caso, Lewandowski considerou que o réu produziu provas suficientes para sua condenação ao admitir que recebeu dinheiro de verbas ilícitas repassadas pelo publicitário Marcos Valério por indicação do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Mensalão: entenda o que está em julgamento Quem são os réus, as acusações e suas defesas Tudo sobre o mensalão "Assim, está comprovado que o réu recebeu altas quantias em dinheiro para o seu partido, não podendo excluir-se que tenha se apropriado de parte considerável porque não disse para quem repassou o valor. [...] Jefferson assumiu a responsabilidade por todas as acusações imputadas a ele", atestou o ministro. O ex-deputado era presidente do PTB na época dos repasses de dinheiro que caracterizaram o mensalão. Outros dois integrante do partido também são réus no caso: o ex-deputado Romeu Queiroz e o ex-tesoureiro da sigla Emerson Palmieri. Em depoimento, Jefferson afirmou que o ex-tesoureiro não participou dos atos praticados por ele. Segundo a acusação, o PT acertou com o PTB o repasse de R$ 20 milhões para apoio político nas eleições municipais, em 2004. No entanto, o valor repassado teria sido de apenas R$ 4,5 milhões. Segundo depoimento de Roberto Jefferson lido por Lewandowski, a relação, que era boa entre os partidos, começou a ficar abalada quando o valor não foi pago integralmente. "As primeiras alegações de Roberto Jefferson são de que o dinheiro seria repassado legalmente mediante recibo. O certo é que esta declaração foi feita em juízo pelo então presidente [do PTB, José Carlos Martinez, já morto] e dá conta de que havia um acordo", afirmou o ministro. Ele citou ainda que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, apontado como “principal elo” entre o “núcleo político” e o “operacional”, primeiro negou os fatos, mas depois, em juízo, confirmou o acerto de repasses. "O que é importante é que Jefferson não nega que tenha recebido os R$ 4 milhões. [...] Portanto, Jefferson com a franqueza que o caracterizou ao longo deste caso, confirmou que recebeu dinheiro de Marcos Valério. E ele jamais contou para onde foi o dinheiro que ele recebeu", disse o ministro. Segundo Lewandowski, R$ 200 mil teriam sido entregues a uma funcionária da liderança do partido na Câmara, identificada como Patrícia. Ela seria namorada de Martinez e teria recebido o valor depois de sua morte, em 2003. O ministro afirmou ainda que todos os saques feitos foram comprovados e afirmou que o valor e a finalidade deles são irrelevantes para a configuração do crime. Segundo o ministro, foram feitos dois saques em 2004. Em relação a Romeu Queiroz, o ministro disse que ele admitiu em depoimento ter sido incumbido por Roberto Jefferson de angariar recursos para o PTB. O montante teria sido entregue por José Hertz, funcionário do PTB de Minas, que seria ligado a Romeu Queiroz. Ele levou o montante à sede do PTB em Brasília. Tal dinheiro seria usado para pagar as despesas comuns do partido. O revisor retomou hoje o voto sobre o item 6 da denúncia. O capítulo trata da tese central do mensalão, a compra de votos na base aliada do então presidente Lula. No início da sessão, ele votou pela condenação do ex-deputado José Borba por corrupção passiva, mas também o absolveu no crime de lavagem de dinheiro. Revisor condena Valdemar e Lamas por quadrilha Valdemar Costa Neto: corrupção e lavagem Revisor condena três por formação de quadrilha Revisor condena ex-assessor do PP por corrupção Saiba mais sobre o Congresso em Foco
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