"Ele saiu da cadeia, mas a cadeia não saiu de dentro dele. A forma como ele vem colocando e tratando as pessoas assim, é a forma da malandragem de cadeia. Ele cria na provocação, ele manda mensagens das pessoas, como mandou pra mim, se solidarizando, como o Datena colocou e saiu no UOL, na mesma estratégia que fez com aqueles aposentados, pessoas humildes, de mandar e-mail, querendo ganhar a confiança da pessoa, a pessoa acessava, levava ali à abertura das suas contas correntes, para ele subtrair o recurso, quem tá falando isso é a Justiça, é a condenação de quatro anos e cinco meses, onde ele já foi preso. Agora, é o tempo todo atacando as pessoas", afirmou. "Ele é especialista em dar golpe, e as pessoas às vezes caem no golpe", acrescentou.
Marina x Tabata
Durante o debate, a candidata Marina Helena (Novo) acusou Tabata Amaral (PSB) de usar jatinhos para visitar o namorado, o prefeito de Recife, João Campos (PSB). A deputada negou veementemente ter utilizado esse tipo de transporte para encontrar João Campos. “Tabata andou sim, andou de King Air bimotor, pegou o avião em Luziânia [GO], parava em Feira de Santana [BA], para visitar o seu namorado em Recife”, insistiu a candidata do Novo.
“Isso é um delírio. Eu tenho família em Feira de Santana e não me lembro da última vez… [Aliás], a última vez que estive em Feira de Santana fui de ônibus, o que não recomendo porque Minas não acaba nunca, quando eu era pequena”, afirmou Tabata. “Com todo respeito, aguarde um processo”, completou.
Boulos x Nunes
Ainda durante as discussões,
Guilherme Boulos criticou Ricardo Nunes por não ter autorizado a liberação do terreno para a construção do centro oncológico. "Na semana passada, estive com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, visitando um terreno da prefeitura próximo ao Hospital São Paulo. O centro oncológico, que deveria já estar em construção com o financiamento do governo, ainda não avançou porque você não assinou a liberação do terreno. Qual é a sua explicação para essa decisão, Nunes, que prejudica os pacientes com câncer na cidade?" questionou Boulos.
Em resposta, Nunes acusou Boulos de disseminar "desinformação" e afirmou que todas as questões de interesse público são tratadas de maneira adequada com o governo federal. "Tratamos de forma republicana todas as questões que envolvem a população de São Paulo e que dizem respeito ao governo federal e à prefeitura, com comunicação direta com o ministro Alexandre Padilha e outros ministros", declarou o prefeito.
Boulos comprometeu-se a dar continuidade ao projeto, se eleito, e mencionou o apoio do governo federal. "O presidente Lula já anunciou a liberação de um prédio de 17 andares para atender a fila do câncer. Atualmente, há mais de duas mil pessoas aguardando tratamento em São Paulo", afirmou o candidato do PSOL.
Nunes, por sua vez, destacou suas ações relacionadas ao tema, mencionando a liberação de um terreno para um instituto em Cidade Tiradentes e a desapropriação de um terreno no Jardim Ângela. "Não há projetos paralisados. Liberamos terrenos para novos institutos e inauguramos o Centro de Alta Tecnologia Oncológica Bruno Covas em maio de 2022. Com investimentos de R$ 37 milhões por mês, o centro realiza cerca de 10 mil consultas, 4 mil exames e 400 cirurgias", concluiu Nunes.
Tabata x Marçal
Ainda durante o debate, Marçal pediu desculpas a Tabata por ter associado ela, em uma sabatina, ao suicídio do próprio pai. "Aqui ninguém reconhece nada. Eu reconheço. Eu realmente fui injusto com a Tabata. Eu acho que passei do limite", disse o empresário. "Eu quero saber Tabata. Você me perdoa? Eu cometi um erro em relação ao seu pai. Eu fui injusto com você. Eu peço perdão", afirmou. A candidata não respondeu.
A candidata voltou a associar o adversário ao crime organizado, como tem feito em sua propaganda eleitoral. Ela disse que já enfrentou "gente muito mais perigosa" do que ele. "Não tô aqui de brincadeira, não tenho medo desse sujeito, desse marmanjo. Já enfrentei gente muito mais perigosa, gente muito maior do que ele e não é ele que vai me calar", afirmou a deputada.