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Mercado dos consignados cresce 18 vezes em 6 anos

26/5/2011
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[caption id="attachment_45603" align="alignleft" width="300" caption="Em seis anos, o crédito consignado para idosos tornou-se um mercado bilionário para os bancos"][/caption]

Eduardo MilitãoEm seis anos, o mercado de empréstimo com desconto consignado em folha de pagamento para aposentados cresceu 18 vezes. Em 2004, quando bancos como a Caixa Econômica e o BMG passaram a atuar, as quase 600 mil operações giraram R$ 1,4 bilhão. O ano passado fechou com quase R$ 27 bilhões mantidos por 10 milhões de empréstimos feitos por idosos. No acumulado até hoje, foram 92 milhões de operações de crédito, com um volume de R$ 98 bilhões, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mais de 20% desse mercado pertence ao BMG, o banco que tem 23 mil reclamações nos Procons do Brasil e que, segundo o Ministério Público, foi favorecido pelo PT na operação do sistema em troca da remessa de dinheiro ao partido, para abastecer o esquema do mensalão.

Os dados do INSS sugerem que o mercado empréstimo com desconto em folha ainda está em expansão. Nos primeiros quatro meses de 2011, o volume do negócio foi de R$ 9,8 bilhões, o que representa a 37% dos R$ 27 bilhões do ano passado.

Taxas baixas, pagamento fiel

As taxas dos empréstimos consignado costumam ser mais baixas porque praticamente não há risco de calote. Elas variam de 1,74% a 2,39% ao mês. O valor é descontado direto no contracheque do servidor público, do aposentado ou do funcionário da iniciativa privada, o que praticamente elimina o risco do calote para o banco.

Em compensação, a coordenadora do núcleo de Superendividamento do Procon de São Paulo, Neide Ayoub, alerta que o empréstimo consignado tem uma desvantagem. Se, por algum motivo, o aposentado precisar pagar uma despesa essencial, como remédios, alimentos ou plano de saúde, não poderá optar por deixar de pagar a prestação do consignado.

Evolução do mercado do consignado 

Ano Quantidade Valor (R$) Diferença
2004 559.433 1.485.335.779,24
2005 3.423.651 5.538.528.678,45 273%
2006 4.821.867 7.414.604.996,64 34%
2007 9.442.385 15.414.322.588,21 108%
2008 6.116.160 9.017.403.422,78 -41%
2009 9.590.744 22.735.596.402,06 152%
2010 10.112.432 26.808.420.375,49 18%
2011* 48.250.458 9.832.018.376,22 -63%
Total 92.317.130 R$98.246.230.619,09
 
*Janeiro a abril de 2011. Fonte: Congresso em Foco, com base em dados do INSS

Num endividamento de longo prazo, como os 60 meses permitidos, isso pode ser prejudicial, diz a economista. É praticamente impossível ?largar? de lado as prestações para priorizar outras despesas.

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