Eduardo MilitãoEm seis anos, o mercado de empréstimo com desconto consignado em folha de pagamento para aposentados cresceu 18 vezes. Em 2004, quando bancos como a Caixa Econômica e o BMG passaram a atuar, as quase 600 mil operações giraram R$ 1,4 bilhão. O ano passado fechou com quase R$ 27 bilhões mantidos por 10 milhões de empréstimos feitos por idosos. No acumulado até hoje, foram 92 milhões de operações de crédito, com um volume de R$ 98 bilhões, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mais de 20% desse mercado pertence ao BMG, o banco que tem 23 mil reclamações nos Procons do Brasil e que, segundo o Ministério Público, foi favorecido pelo PT na operação do sistema em troca da remessa de dinheiro ao partido, para abastecer o esquema do mensalão.
Os dados do INSS sugerem que o mercado empréstimo com desconto em folha ainda está em expansão. Nos primeiros quatro meses de 2011, o volume do negócio foi de R$ 9,8 bilhões, o que representa a 37% dos R$ 27 bilhões do ano passado.
Taxas baixas, pagamento fiel
As taxas dos empréstimos consignado costumam ser mais baixas porque praticamente não há risco de calote. Elas variam de 1,74% a 2,39% ao mês. O valor é descontado direto no contracheque do servidor público, do aposentado ou do funcionário da iniciativa privada, o que praticamente elimina o risco do calote para o banco.
Em compensação, a coordenadora do núcleo de Superendividamento do Procon de São Paulo, Neide Ayoub, alerta que o empréstimo consignado tem uma desvantagem. Se, por algum motivo, o aposentado precisar pagar uma despesa essencial, como remédios, alimentos ou plano de saúde, não poderá optar por deixar de pagar a prestação do consignado.
|
Evolução do mercado do consignado
|
Conheça as taxas de juros cobradas pelos bancos Conheça os deveres dos bancos Governo não puniu bancos enrolados no consignadoNormas para crédito consignado prejudicaram idosos Tudo sobre empréstimo com desconto em folha