Notícias

Base tenta desvincular saída de Erenice da campanha

16/9/2010
Publicidade
Expandir publicidade

Renata Camargo

Diante do anúncio da saída da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, parlamentares da base alida tentam desvincular o episódio da campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT), enquanto oposição considera a saída como uma tentativa de abafar o caso.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), minimizou a saída e afirmou que "o governo vai tomar decisões, doa a quem doer". "O governo vai tomar as decisões, sem fazer julgamento prévio. Quem tem que investigar é a CGU e a PF”, disse o líder se referindo à Controladoria Geral da União e à Polícia Federal.

Na avaliação do líder do PSDB, João Almeida (BA), a saída de Erenice do cargo é uma tentativa de evitar que as denúncias envolvendo a ministra recaiam sobre a campanha de Dilma. “A saída é uma tentativa de abafar o caso. Ou melhor, eles não tinham alternativa, ou o Lula ia dizer que não sabia, ou Dilma, que não conhecia a Erenice”, declarou o líder tucano.

Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), a situação de Erenice na Casa Civil já estava “insustentável” desde o episódio dos cartões corporativos. Em 2008, quando ainda era secretária-executiva da Casa Civil, Erenice foi apontada como a responsável pelo dossiê de gastos ex-presidente Fernando Henrique e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, durante as investigações da CPI dos Cartões Corporativos, realizada pelo Congresso. “Esperaram que ela cometesse outro delito”, disse Virgílio.

Após denúncia de lobby, Erenice deixa Casa Civil

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos