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RJ: TSE descarta acionar de imediato forças federais

30/7/2008
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, após reunião encerrada há pouco em Brasília, destacar a Força Nacional de Segurança para garantir a ordem durante o processo eleitoral no Rio de Janeiro. A hipótese foi levantada depois que investigações de órgãos de segurança pública do estado revelaram a atuação de grupos paramilitares e narcotraficantes nos chamados “currais eleitorais”, com o objetivo de coagir eleitores a votar em candidatos “eleitos” pelo crime organizado.

Participaram da reunião, além de Ayres Britto, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Robertto Wider, o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa. Segundo o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, as polícias civil, militar e federal vão operar uma força-tarefa de inteligência para garantir a segurança no Rio durante as eleições municipais de outubro. Entretanto, o ministro disse que a corte pode solicitar, de acordo com as conveniências, o auxílio da Força – prerrogativa constitucional que garante ao TSE dispor de forças de segurança federais para assegurar o ordenamento eleitoral.

O ministro Tarso Genro endossou a disponibilidade dos comandos federais para atuar no Rio. "A Polícia Federal está totalmente à disposição. Qualquer tipo de operação e de trabalho de inteligência da PF será feito para continuar garantindo o direito democrático das eleições", assertiu Genro, para quem até da Polícia Rodoviária Federal, "dentro de suas atribuições", poderá ser útil na tarefa.

Defendida por figuras como Tarso Genro e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a intervenção das forças federais teria como finalidade impedir que candidatos fossem intimidados pelas milícias durante as campanhas, principalmente em comunidades carentes. Para o ministro Ayres Britto, são "bravatas" as ameaças a eleitores que quiserem votar em candidatos que não sejam os "indicados" pela criminalidade, uma vez que urna é inviolável, e o voto, secreto.

"Vão estar assegurados os direitos das comunidades de escolherem livremente seus candidatos e da imprensa de acompanhar processo eleitoral", declarou o ministro, acrescentando que "até as Forças Armadas" serão acionadas se as ameaças ao direito de escolha persistir no Rio. (Fábio Góis)

Matéria atualizada às 18:10.

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