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Senado dispensa novas sessões e marca votação da tributária na quarta-feira

Governo teve 48 votos para acelerar a votação da reforma tributária no Senado; para aprovar a PEC, são necessários 49

7/11/2023
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Em votação simbólica, Senado aprovou PL dos agrotóxicos após a retirada, por parte do relator, de trechos que geravam atritos. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O Senado aprovou nesta terça-feira (7) um calendário especial para votar a reforma tributária. A medida dispensa as 5 sessões que deveriam preceder a votação em 1º turno. Normalmente, PECs precisam ser discutidas em cinco sessões para serem votadas em 1º turno e depois em mais três sessões para a votação no 2º turno. O calendário especial retira a necessidade de sessões só de discussão e libera para votação direta. O objetivo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é iniciar a votação no início da tarde de quarta-feira (8). O líder do Governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), já falou em votar os dois turnos no mesmo. No entanto, os senadores da oposição já foram contra o calendário especial. Segundo eles, seria necessário mais discussão. O calendário especial foi aprovado em votação simbólica, ou seja, sem votos nominais. Em reação, o líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), pediu verificação. A medida foi aprovada por 48 votos contra 24. Para aprovar a PEC são necessários 49 votos - um a mais do que o governo conseguiu hoje para acelerar a votação. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (7) o relatório de Eduardo Braga (MDB-AM) para a reforma tributária. O placar foi de 20 votos a 6. Tanto Pacheco como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), querem promulgar o texto em 2023.  O governo Lula (PT) também coloca a reforma tributária como uma de suas prioridades para o fim do ano. Reforma tributária A reforma tributária unifica os impostos brasileiros. Atualmente, cinco tributos são cobrados na área de serviço e comércio:
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e
  • Imposto Sobre Serviços (ISS).
Com a reforma, serão criados a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir o IPI, PIS e Cofins, no âmbito federal; e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para unir o ICMS e o ISS, com gestão dos Estados e dos municípios. Essa reforma é focada no consumo. O governo e o Congresso defendem a reformulação como forma de simplificar, racionalizar e unificar a tributação. A expectativa é que com a redução da assim a burocracia, e incentivar o crescimento econômico. A próxima etapa será a reforma tributária sobre a renda e o patrimônio. No entanto, ainda não há previsão de quando o texto será enviado pelo governo para o Congresso e quando começará a tramitar.
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