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Manchetes das revistas semanais - 13 out 2007

13/10/2007
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 Veja

O Senado renuncia a Renan

Na semana passada, depois da revelação de VEJA sobre senadores oposicionistas que foram alvo de uma tentativa de espionagem clandestina, estabeleceu-se o consenso entre as principais lideranças políticas de que chegava ao fim a trajetória de Renan Calheiros como presidente do Congresso. A notícia de que um assessor do gabinete de Renan tentou instalar câmeras de vídeo para flagrar adversários em situações comprometedoras levou representantes de todos os partidos, inclusive do PT e do PMDB, a pedir o afastamento imediato do senador. Acuado diante das evidências de sua participação em mais um crime, Renan não resistiu às pressões. Na quinta-feira, diante de um Congresso vazio, o senador anunciou a decisão de se afastar da presidência por 45 dias. Em um pronunciamento gravado, explicou que estava deixando temporariamente o Senado para preservar a harmonia e cuidar integralmente de sua defesa. Na verdade, Renan Calheiros abandonou o cargo porque não contava mais com o apoio de seus pares. 

 

IstoÉ

R$ 5 bilhões sob suspeita

Desde que chegou ao poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou muito da burocracia que emperra as grandes obras que poderiam colocar o Brasil no rumo do crescimento econômico. Em especial, Lula cutucou a área de meio ambiente, que impôs restrições a projetos de energia. Agora, o presidente passou a reclamar do Tribunal de Contas da União, o TCU. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também ficou furiosa. O motivo? O TCU embargou recentemente 29 obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, todas com irregularidades graves. O PAC é o principal projeto do governo para tentar colocar o País nos trilhos. Apesar das reclamações de Lula e de Dilma, o embargo das obras é uma boa notícia, pelo menos para o bolso do cidadão. Ao todo, o TCU identificou 77 obras com irregularidades, no valor de R$ 5 bilhões. Toda essa dinheirama poderia engordar o caixa 2 de políticos que fazem pontes com grandes empreiteiras para desviar dinheiro público.

“Proibir o ‘troca-troca’ é burrice”

O deputado Clodovil Hernandes diz que se identifica muito com a personagem Miranda Priestly, do filme O diabo veste Prada, vivida pela atriz Meryl Streep. É a história de uma editora de moda oxigenada, poderosa e durona, inspirada na carreira de uma diretora da revista Vogue americana. “A Miranda se parece muito comigo”, diz Clodovil. “Ela é que tem coisas minhas.” Ao caminhar pelos longos corredores da Câmara vestindo Yves Saint- Laurent, Armani e, claro, Prada, as brancas melenas do deputado ao longe se parecem mesmo com as da personagem que ele admira. Clodovil provoca a curiosidade de seus colegas parlamentares. “Acabei de elogiar você lá no plenário”, aproximou-se, por exemplo, o ex-militar linha-dura Jair Bolsonaro, na segunda-feira 8. “Não me elogie, me respeite”, devolveu Clodovil. Além do respeito como político, o deputado quer conquistar o direito de mudar de partido.

Época

Dilma Roussef: “Nem Estado mínimo nem máximo”

O sucesso do leilão de concessões das principais rodovias do país foi uma vitória pessoal da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência, Dilma Rousseff. Ela monitorou cada passo do processo, para aumentar a competição entre empresas e obter uma redução nas tarifas de pedágio muito superior ao esperado. O segredo, segundo a ministra, foi aplicar regras capitalistas para uma competição entre empresas capitalistas. O modelo das licitações das estradas será aplicado a outros setores estrangulados, como a dragagem de portos. Na quarta-feira, ainda saboreando o sucesso, Dilma Rousseff recebeu ÉPOCA no Palácio do Planalto.  

Carta Capital

Nuvens carregadas no ar

Foi-se o tempo em que as companhias aéreas dominavam o setor sem dar muita satisfação ao governo. Ditavam as regras e encontravam oposição ao pedir mais freqüência e abarrotar os aeroportos. Com a crise aérea, deflagrada em 2006, o esgarçamento da relação entre as duas partes ficou evidente. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, ligado ao Ministério da Justiça, multou de uma só vez TAM, BRA e Ocean Air em mais de 3 milhões de reais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira 9. Ainda cabe recurso junto à Secretaria de Direito Econômico. O valor refere-se a cinco processos administrativos abertos contra as empresas depois de uma série de fiscalizações nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e de Brasília que comprovaram atrasos em vôos em mais de quatro horas.

 

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