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César Borges diz que votou pela cassação de Renan

18/9/2007
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O senador César Borges (DEM-BA) enviou mensagem ao Congresso em Foco assegurando que votou pela cassação do mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Conforme matéria publicada ontem (segunda, 17) por este site, César Borges aparecia como um dos sete "votos duvidosos" na contabilidade de senadores, assessores parlamentares e líderes partidários que apontaram os parlamentares que teriam ajudado Renan a se salvar da degola na sessão secreta do último dia 12.

Eis a mensagem do senador:

"Prezado editor do Congresso em Foco

Gostaria de confirmar meu voto pela cassação do senador Renan Calheiros, como aliás não poderia deixar de ser, já que votei desde o Conselho de Ética pelas conclusões do relatório que propôs a punição. Mesmo antes da votação, antecipei meu voto em discurso e em entrevistas, por isto não entendo sob que critério fui analisado para estar colocado na lista dos 'votos duvidosos'.

Sei que isto ocorre devido ao uso do voto secreto. Como disse em discurso, o voto secreto para cassação de mandato, se foi criado para impedir que um Executivo forte pudesse influenciar os votos dos Senadores, quando estávamos saindo de um regime ditatorial, agora ele não faz mais sentido. Não pode servir para proteger os senadores do olhar da opinião pública e do povo brasileiro.

Bem antes, ainda na Comissão de Ética, declarei que não poderia admitir que um Senador desse um voto aberto de uma forma, lá na comissão, e aproveitasse o voto secreto para mudá-lo. Isso se constituiu uma quebra de decoro, que não levará à perda de mandato, devido ao sigilo do painel, mas que deve pesar na consciência de quem o fez.

O fato é que os quarenta e seis senadores que votaram 'não' e 'abstenção' serviram aos interesses do Planalto e se acobertarem das críticas da imprensa e da opinião pública através do voto secreto, e eu não posso ser vítima deles por duas vezes, uma como derrotado, junto com a sociedade brasileira, e outra agora, quando o Congresso em Foco coloca em dúvida meu voto.

Cordialmente, senador César Borges"

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