Lúcio Lambranho
A comissão de sindicância aberta no Senado para investigar a produção de atos secretos recomendou a abertura de processo administrativo contra os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, por improbidade e prevaricação com indícios de comportamento doloso. A decisão do relatório, divulgado neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, também afirma que "não houve falha técnica, mas determinações expressas para que tal procedimento [a não publicação dos atos] fosse adotado".
O relatório, porém, não inclui os senadores envolvidos com os atos que nomearam seus parentes. A comissão sustenta que os senadores não determinaram os atos, apesar de terem sido beneficiados. "Merece destaque o fato de que os servidores ouvidos foram unânimes em dizer que, em momento algum, receberam ordens de quaisquer parlamentares", diz o relatório. "Essas determinações foram feitas, em sua esmagadora maioria, pelo gabinete da Diretoria Geral e, em alguns casos, pelo gabinete da Secretaria de Recursos Humanos", completa o texto, assinado, segundo a reportagen, pelos servidores Alberto Vasconcelos Filho, Gilberto Guerzoni Filho e Maria Amalia da Luz. Na próxima semana, o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) decide se abre processo administrativo contra os dois diretores. O processo poderá resultar na demissão com perda de aposentadoria para Agaciel e Zoghbi.