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Senadores afinam discurso da "responsabilidade coletiva" sobre crise

2/7/2009
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Rodolfo Torres

Senadores usaram a palavra nesta quinta-feira (2) para sustentar a tese da “responsabilidade coletiva” dos integrantes do Senado sobre a crise que assola a Casa. “Há uma omissão aqui que é a responsável por essa crise de 81 senhores senadores, nenhum a mais, nenhum a menos! Não vamos querer ser mais certos, mais errados, mais éticos ou menos éticos. Vamos admitir nosso mea culpa e encontrar uma saída para esse impasse”, afirmou o primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI).

Além de Heráclito, endossaram esse coro senadores como Delcídio Amaral (PT-MS), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Aloizio Mercadante (PT-SP). O petista chegou a afirmar, em conversa com jornalistas nessa quarta-feira (1°), que não é possível eleger apenas o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), como único culpado pela crise da instituição.

Mercadante, que é líder do partido na Casa, subiu à tribuna há pouco para apoiar a permanência de Sarney. “Não há governabilidade sem o PMDB. A aliança do PMDB é fundamental neste país”, justificou. (leia mais)

"Erros estruturais, erros que se acumulam ao longo dos anos, precisamos revê-los, precisamos apurá-los, precisamos punir quem quer que seja. Agora, precisamos também parar de errar, dar um breque", afirmou Geraldo Mesquita (PMDB-AC).

Contudo, líderes oposicionistas ainda cobram o afastamento de Sarney da presidência. Segundo o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), o peemedebista “não tem condições de tocar a Casa com isenção”. “O presidente Sarney prestaria um grande serviço ao país se afastando.”

CPI da PetrobrasVirgílio também anunciou que na próxima semana o partido entrará com uma representação solicitando que sejam trocados os integrantes da CPI da Petrobras que não compareceram às reuniões da comissão. O colegiado, que já foi criado, ainda não começou a funcionar pela ausências de parlamentares governistas. Caso esses membros não sejam trocados, o partido entrará com um mandado se segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o funcionamento da CPI.

A comissão pretende investigar eventuais irregularidades na estatal e na Agência Nacional do Petróleo (ANP). 

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