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Governo lança fundo para conter processo inflacionário

30/5/2008
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Numa estratégia de contenção do processo inflacionário, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou hoje (30) oficialmente a criação do Fundo Soberano do Brasil, cujos recursos terão como fonte uma economia extra de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A “poupança” emergencial do governo visa manter uma reserva que terá como conseqüência a elevação da meta de superávit primário de 3,8% para 4,3%. "O primeiro objetivo do Fundo é ajudar na política anti-inflacionária", declarou Mantega, em entrevista coletiva convocada no início desta tarde para o anúncio do Fundo, em São Paulo. Para o ministro, a razão para o “fenômeno mundial” da elevação de preços teria como principal fator o custo dos alimentos, mas a situação do país é menos preocupante. “O Brasil tem uma inflação menor que a de outros países, porém é preciso garantir que ela ficará sob controle. Hoje, essa é a prioridade do governo", afirmou Mantega. O ministro disse ainda que o montante economizado para o Fundo, algo em torno de R$ 13 bilhões em 2008, será estrategicamente reservado, no transcorrer do ano, para ser utilizado em situações críticas, a fim de que uma intensa retração da economia ameace as previsões de crescimento. “Quando se fizer necessário, os recursos poderão ser empregados em compra de dólares, com a finalidade de segurar a taxa de câmbio”, declarou.

Em nota, o  presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, apoiou a criação do Fundo.

"A iniciativa de se incrementar a poupança do setor público em um momento de crescimento expressivo da arrecadação é positiva. Tal iniciativa tende a contribuir para acelerar a redução da razão dívida/PIB e a salvaguardar o equilíbrio financeiro do Estado ao longo do ciclo econômico", diz trecho da nota.  No começo da próxima semana, um projeto de lei regulamentando o Fundo será enviado ao Congresso. A base aliada do governo centrará esforços para que a matéria tramite em regime de urgência urgentíssima, na intenção de que o projeto seja aprovado em, no máximo, 45 dias. (Fábio Góis e Erich Decat)

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