Os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Augusto Carvalho (PPS-DF) protocolaram hoje (19) na Secretaria Geral da Mesa do Senado o requerimento de instalação da CPI da Navalha.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) assinou novamente o documento de criação da CPI da Navalha. Além dele, o deputado José Paulo Tóffano (PV-SP) também colocou seu nome na lista. Com isso, o requerimento volta a ter o número mínimo necessário de adesões na Câmara, 171 assinaturas. Além dos deputados, 30 senadores também assinaram ao pedido de investigação da ligação de parlamentares com o esquema desmontado pela Operação Navalha da Polícia Federal.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), tinha estabelecido o dia de hoje como prazo limite para que o requerimento atingisse as 171 adesões. Segundo Delgado, como tem o mínimo, o requerimento pode agora ser lido na próxima sessão do Congresso – a não ser que haja um novo movimento de retirada de assinaturas.
Um dos vice-líderes do governo na Câmara, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) disse ao Congresso em Foco, instantes depois de a CPI ser protocolada, que garantia a retirada de mais pelo menos 20 assinaturas de deputados. "Isso inviabilizaria a CPI", constata a assessoria de Delgado.
Quando o requerimento foi apresentado, no último dia 13, havia 173 assinaturas de deputados, duas a mais que o necessário. Contudo, os deputados Lindomar Garçon (PV-RO) e Edmar Moreira (DEM-MG) mudaram de idéia e decidiram retirar os nomes do pedido. Além disso, a assinatura de Paulo Pereira da Silva não foi reconhecida.
A assessoria do deputado pedetista confirmou ao Congresso em Foco que o nome do parlamentar estava no requerimento que pede a criação da CPI. Segundo eles, o problema foi que o deputado assinou como Paulinho da Força e o seu nome parlamentar atualmente é Paulo Pereira da Silva. A troca foi feita há cerca de um mês a pedido do próprio Congresso. (Carol Ferraree Rodolfo Torres)