Como antecipou o Congresso em Foco (confira), a Mesa Diretora da Câmara decidiu hoje (11), por seis votos a um, que não haverá reajuste da verba de gabinete dos deputados. De acordo com a proposta do deputado Ciro Nogueira (PP-PI), segundo-secretário da Mesa, a verba de gabinete dos deputados deveria passar dos atuais R$ 50,8 mil mensais para R$ 65,1 mil mensais. "O assunto foi encerrado, o aumento da verba foi derrotado", disse Ciro, único parlamentar a votar favorável ao reajuste. Segundo o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) "não haverá alteração em nenhuma das verbas, nem na de gabinete nem na indenizatória". Os deputados também decidiram elaborar um projeto de reajuste dos salários dos parlamentares, tendo como base à reposição da inflação dos últimos quatro anos. Caso a proposta seja aprovada pelos parlamentares, o vencimento deles passará dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16,25 mil. Lula Chinaglia afirmou que vai conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tratar do reajuste dos vencimentos dos parlamentares e também do presidente Lula e dos ministros. "Achamos mais do que razoável o presidente Lula ganhar igual a deputados e senadores", disse Chinaglia. Caso o aumento salarial para o presidente seja aprovado, Lula terá um aumento de 82,8% em seu vencimento, que passará dos atuais R$ 8.885,48 para R$ 16.250,42. (Lucas Ferraz e Rodolfo Torres)
Deputados rejeitam reajuste da verba de gabinete
11/4/2007
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