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EX-DEPUTADO FORAGIDO

Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos Estados Unidos

Foragido desde a condenação no STF por tentativa de golpe, Alexandre Ramagem foi preso pelo serviço de imigração norte-americano. Ele deixou o Brasil em setembro para escapar da prisão.

Congresso em Foco

13/4/2026 | Atualizado às 15:53

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O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), dos Estados Unidos, prendeu nesta segunda-feira (13) o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A informação foi confirmada por integrantes da Polícia Federal. A detenção ocorre meses depois de o governo brasileiro formalizar junto às autoridades americanas o pedido de extradição do ex-parlamentar, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo sobre a trama golpista.

Delegado da PF e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem recebeu pena de 16 anos de prisão no julgamento conduzido pelo STF. Segundo a Polícia Federal, ele fugiu do Brasil em setembro, antes mesmo do desfecho do caso, e seguiu para os Estados Unidos para escapar do cumprimento da condenação. De acordo com aliados do ex-deputado, ele pretendia pedir asilo político ao governo norte-americano.

Em nota, a PF afirmou que a prisão aconteceu por meio de cooperação policial internacional entre autoridades policiais brasileiras e norte-americanas. "O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito", declarou.

Alexandre Ramagem foi preso pela política de imigração dos Estados Unidos.

Alexandre Ramagem foi preso pela política de imigração dos Estados Unidos.Pedro Ladeira/Folhapress

Fuga pela Guiana

O pedido brasileiro de extradição foi formalizado em janeiro deste ano, depois de solicitação do ministro Alexandre de Moraes. Conforme o Ministério da Justiça, a documentação foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. Até então, não havia prazo definido para a análise do caso pelas autoridades americanas.

Ainda segundo informações repassadas ao STF, Ramagem teria deixado o país pela fronteira com a Guiana e embarcado para os Estados Unidos com passaporte diplomático. Na época, ele já era alvo de restrições impostas pela Corte, entre elas a proibição de sair do Brasil durante a investigação.

Perda do mandato

A situação jurídica do ex-deputado se agravou no fim do ano passado, quando a Câmara declarou a perda de seu mandato em razão da condenação criminal. Desde então, o caso passou a reunir três frentes paralelas: a execução da pena definida pelo STF, o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro e, agora, a prisão em território americano informada pela PF.

Caçada a imigrantes

No segundo mandato de Donald Trump, o ICE se consolidou como o principal instrumento da política de endurecimento migratório nos Estados Unidos. A atuação da agência foi ampliada com operações no interior do país, aumento das detenções e maior uso de mecanismos de remoção acelerada, além da cooperação com polícias locais.

Segundo análise do Conselho de Relações Exteriores, essa guinada veio acompanhada da expansão das batidas migratórias e do alargamento do alcance da fiscalização, que deixou de se concentrar apenas na fronteira para atingir também cidades, locais de trabalho e outros espaços dentro do território americano.

O governo Trump sustenta que essa estratégia já produziu números recordes. Em balanço divulgado em janeiro de 2026, o Departamento de Segurança Interna afirmou que, desde 20 de janeiro de 2025, quase 3 milhões de imigrantes em situação irregular deixaram o país, incluindo cerca de 2,2 milhões de "auto-deportações" e mais de 675 mil deportações formais. O dado oficial é usado pela Casa Branca para reforçar o discurso de deportação em massa, embora parte desse resultado decorra não apenas de remoções executadas pelo Estado, mas também da pressão para saídas voluntárias.

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