Os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro voltaram a registrar cancelamentos de vôos hoje (29), apesar do governo ter anunciado ontem o plano de emergência para evitar transtornos aos passageiros no feriado prolongado de Réveillon. Entre as medidas do governo estão a proibição dos cancelamentos e o remanejamento de vôos, além do overbooking (quando uma empresa aérea venda mais passagens do que o número de lugares no avião).
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), técnicos verificam a situação dos passageiros após os cancelamentos. Segundo informações da Agência Brasil, as empresas Gol, BRA e TAM tiveram vôos cancelados.
O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, afirmou que os passageiros não enfrentarão overbooking durante as viagens para o feriado de Ano Novo. "Eu posso garantir que acertamos todos esses vôos com as empresas e não haverá overbooking", afirmou ontem Zuanazzi. Ele também afirmou que as empresas aéreas concordaram em deixar aviões reservados para contornarem qualquer eventualidade.
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Continuam os ataques no Rio
Durante a madrugada, um posto policial e o Centro Cultural Oscar Niemeyer, no centro de Duque de Caxias (RJ), foram atingidos por disparos de dois motociclistas. Não houve feridos. Os bandidos foram seguidos até a favela Mangueirinha, onde um dos deles abandonou a moto. O dono do veículo é um motorista de ônibus de 23 anos que disse ter emprestado a moto a um traficante conhecido como Michelzinho. A polícia não descarta a hipótese do proprietário também estar envolvido nos crimes.
Preocupada com a onda de ataques que começou ontem (28), o policiamento foi reforçado na cidade. As autoridades não descartam a ação dos criminosos no Reveillon e teme que isso possa prejudicar a imagem do país no exterior e reduzir a ida de turistas para uma das mais famosas queimas de fogos do mundo (Copacabana). Suspeitos detidos
Durante a tarde, a polícia prendeu três suspeitos de assaltar e incendiar o ônibus da Viação Itapemirim, no qual morreram sete pessoas: Graciel Mauricio do Nascimento Campos, de 18 anos; Cleber de Carvalho Fonseca, de 23 anos, que tem passagem na polícia por tráfico de drogas; e Elzio Guilherme de Oliveira, de 23 anos, que estava sem documentos e não teve a identidade confirmada, conforme informações da Agência Estado.
De acordo com a agência, o delegado que investiga o caso já sabe, inclusive, quem comprou o combustível utilizado no crime e quem foi responsável por atear fogo ao ônibus. As informações, no entanto, ainda não foram divulgadas.