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O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira o requerimento de urgência para o PL da Saidinha
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) a urgência para o chamado PL da Saidinha, que altera as regras para a saída temporária de presos. Com isso, o texto deve seguir direto para o plenário da Casa Alta, mas ainda não há uma data para a análise.
Inicialmente, o projeto de lei 2.253 de 2022 seria analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes de ir para o plenário. O relatório do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aprovado na Comissão de Segurança Pública na terça-feira (6).
Foi durante a tramitação no colegiado que os integrantes da oposição passaram a articular uma forma de acelerar a votação do projeto. Para isso, apresentaram um requerimento de urgência no plenário do Senado. Com a aprovação em votação simbólica, o PL da Saidinha terá sua análise acelerada.
Na terça-feira (6), Flávio alterou o seu parecer para o projeto. Com o novo texto a saída temporária de presos do regime semi-aberto só será permitida para atividades de educação e trabalho, seguindo regras definidas pelo projeto. Ou seja, não haverá saídas em feriados.
Na primeira versão do relatório, os artigos 122, 123, 124 e 125 da Lei de Execução Penal são revogados. Isso significa que toda saída temporária seria extinta, inclusive as para educação da pessoa presa e as atividades voltadas para o retorno do convívio social.
A alteração foi articulada pelo senador e ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil-PR). Saídas para educação e trabalho são vistas como central para a ressocialização dos presos – que é um dos objetivos da prisão.
Atualmente, a lei permite saídas em três situações:
- visita à família;
- participação em curso supletivo profissionalizante, completar Ensino Médio ou curso do Ensino Superior;
- participação em atividades que ajudem o preso a retornar ao convívio social.