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Ordem é baixar a poeira

13/9/2010
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Roseann Kennedy

O presidente Lula decidiu manter no cargo a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Em meio a mais um escândalo no Governo, desta vez com denúncias de tráfico de influência e lobby político no Planalto, a determinação no Palácio do Planalto foi de deixar a poeira baixar.

A postura de Lula foi uma vez mais protecionista. Assim como agiu no escândalo dos bingos, do mensalão, dos aloprados. O passo inicial é apostar na inocência do acusado até o último minuto. Somente se a situação tomar por si só um rumo insustentável é que as pessoas citadas são afastadas do cargo.

É fato que o caso ainda precisa ser investigado. Mas não seria prudente ao menos um afastamento temporário dos supostos envolvidos e a suspensão dos contratos sob os quais pairam dúvidas sobre se houve fraude ou não? Fonte no Planalto, porém, diz que o presidente Lula está muito tranqüilo. Tanto em relação ao caso em si como em relação ao impacto que isso pode ter na campanha presidencial da petista Dilma Roussef.

A orientação para Erenice, com quem Lula se reuniu no Palácio da Alvorada no domingo, foi clara, segundo interlocutor político no Planalto: responder rapidamente e agir de forma enérgica.

A tradução que dá para fazer é que a determinação foi para adotar medidas que afastem o escândalo de Dilma Roussef. Afinal, Erenice era o braço direito da ex-ministra da Casa Civil.

Erenice, por sua vez, pediu para a Comissão de Ética Pública do Planalto apurar o caso. Independentemente da solicitação, isso seria feito mesmo. Mas ao dar esse passo, a ministra sustenta o argumento de que não tem medo de nada, tanto que pediu para ser investigada.

É medida semelhante ao que o PT e a campanha de Dilma vêm fazendo em relação a outras denúncias, como o escândalo da quebra de sigilo na Receita Federal.

Na reta final para as eleições, com todos os quadros de pesquisa apontando para uma vitória da petista já no primeiro turno, a ordem é proteger Dilma Roussef, e a aposta dos governistas é de que os dois casos, da Receita e da Casa Civil, não terão impacto na campanha.

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