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Houve propina e irregularidade em licitações, diz CPI

18/1/2006
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O relator da CPI dos Bingos, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), apresentou, nesta quarta-feira, as primeiras conclusões sobre a investigação do contrato da Caixa Econômica Federal com a Gtech. No relatório (veja a íntegra), que será votado na próxima semana, Garibaldi sugere o indiciamento de 34 pessoas que, direta ou indiretamente, teriam participado da renovação do contrato de R$ 650 milhões do banco com a multinacional de loterias. Entre os citados, aparecem três ex-assessores do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. São eles: Ademirson Ariovaldo da Silva (ex-chefe de gabinete de Palocci no ministério), Wladimir Poleto e Rogério Buratti, que foram auxiliares de Palocci em Ribeirão Preto. Garibaldi também responsabiliza o atual presidente da Caixa, Jorge Mattoso, e o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, pelas irregularidades. O relator ainda sugere o indiciamento de três ex-dirigentes da CEF no governo Fernando Henrique Cardoso: Danilo de Castro, Sérgio Cutolo e Emílio Carazzai. Estão na lista ainda os executivos da Gtech Antônio Carlos Lino Rocha e Marcelo Rovai e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O relatório parcial ressalva que não há, por enquanto, como qualificar a conduta de Palocci, do ex-deputado José Dirceu e do ex-dirigente da Caixa Danilo de Castro porque eles, apesar de investigados, ainda não foram ouvidos pela comissão.“É oportuno ressaltar que a CPI ainda está investigando Palocci e Dirceu em outras linhas de investigação que não fizeram parte do presente relatório, tais como a relação entre o jogo e o crime organizado, lavagem de dinheiro e máfias vinculadas a concessionários de serviços públicos como os de coleta de lixo e transporte, bem como o financiamento de campanhas por empresários de jogos em caixa dois”, diz Garibaldi.O relator também sugere que o Congresso Nacional anule, por decreto legislativo, o contrato entre a Caixa e a Gtech. Garibaldi argumenta que a relação contratual entre a CEF e a multinacional para a operação do canal lotérico da Caixa foi marcada, desde o início, por irregularidades. Entre as irregularidades apontadas pelo relator estão o direcionamento da licitação para implantação de um modelo on-line de loteria e a criação de dependência tecnológica entre a Caixa e a Gtech. Garibaldi também destaca que encontrou indícios de pagamentos de propina a pessoas ligadas a agentes públicos na renovação do contrato em 2003. Segundo ele, ainda houve sucessivos aumentos dos valores dos contratos acima do permitido por lei. Veja, abaixo, os nomes de quem a CPI dos Bingos quer pedir o indiciamento ao Ministério Público: - Ademirson Ariovaldo da Silva (ex-chefe de gabinete de Palocci); - Wladimir Poleto (ex-assessor de Palocci); - Rogério Buratti (ex-assessor de Palocci); - Jorge Mattoso (presidente da Caixa); - Waldomiro Diniz (ex-assessor de José Dirceu); - Simão Brayer - Marcelo José Rovai; - Antônio Carlos Lino da Rocha; - Marcos Tadeu de Oliveira Andrade; - Magda Kihel; - Carlos Augusto Almeida Ramos; - Enrico Gianelli; - Sérgio Cutolo dos Santos; - Emilio Carazzai Sobrinho; - Adelmar Torres; - Eduardo Tavares de Almeida; - Fernando Manuel Carneiro; - Henrique Costábile; - Jitsuo Almeida; - José Maria Nardelli Pinto; - Aires Ferreira Coimbra; - Fábio Luis Rezende de Carvalho Alvim; - Gláucio Geronasso; - Márcio Tancredi; - Antônio Carlos Barasuol; - Marco Antonio Lopes; - Luiz Francisco Monteiro de Barros Neto; - José Lindoso Albuquerque; - Paulo Roberto Paixão Bretas; - Carlos Eduardo Fernandes da Silveira; - José Carlos Alves; - Walter Santos Neto; - Hélcio Barbosa Cambraia Júnior; - Marcelo Coelho de Aguiar.O relatório preliminar sugere ainda o indiciamento das seguintes empresas:Gtech Brasil Ltda;MM Consultoria Ltda;S Santos Assessoria Ltda.

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