A campanha do candidato petista à presidência da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (SP) já arrecadou R$ 24 mil. De acordo com reportagem de Andreza Matais, da Folha Online, a meta da campanha petista é chegar aos R$ 200 mil. Para tanto, os aliados de Chinaglia estão sendo chamados a colaborar com R$ 2 mil. O dinheiro custeará as viagens de Chinaglia, que deve se deslocar preferencialmente de avião comercial, além de pagar material de propaganda. A campanha do petista contratou uma agência de publicidade de Brasília que criou a marca: Arlindo presidente, pela Câmara e pelo Brasil. A campanha do candidato do PT também contará com folders e dois assessores de imprensa. De acordo com o deputado Odair Cunha (PT-MG), as doações são feitas em uma conta corrente em nome de vários parlamentares. O parlamentar mineiro afirmou que a campanha escolheu esse caminho para dar transparência ao processo. Contudo, os nomes dos doadores só serão divulgados no final da campanha. O deputado mineiro rebateu as insinuações de que a campanha de Chinaglia será a do milhão, contra a de Aldo Rebelo, a do tostão. "Não existe campanha que não tenha despesa. Ou é a Câmara que paga, o que é ilegal, ou é uma empresa, ou são os deputados. Nós dizemos que a nossa será custeada pelos parlamentares", declarou Odair. Campanha sem gastos O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), presidente da Câmara, evitou comentar o custo das campanhas. Ele se limitou a dizer que discutirá o assunto na próxima semana. No entanto, um dos coordenadores da campanha à reeleição de Aldo, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), adiantou que não haverá gastos. De acordo com ele, o presidente da Câmara já definiu que não irá viajar "porque é impossível visitar todos os Estados". "Como presidente da Câmara, o Aldo poderia usar o jatinho da FAB, mas ele não vai fazer isso. Como não temos como pagar para ele ir aos 27 Estados, ele não vai. A campanha vai ser do nosso contato direto com os parlamentares", disse. Em relação aos gastos da campanha de Chinaglia, Ciro ironizou: "Eles devem estar com muito dinheiro mesmo". "Isso não é uma campanha presidencial para ter que contratar publicitário", complementou.