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Plano de trabalho da CPMI dos Atos Golpistas será apresentado nesta terça

A CPMI dos Atos Golpistas de 2023 terá o plano de trabalho apresentado pela relatora Eliziane Gama na terça-feira (6), a partir das 9h.

6/6/2023
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CPMI terá duas reuniões nesta terça. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas terá seu plano de trabalho apresentado pela relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), nesta terça-feira (6), a partir das 9h. A partir das 14h será realizada uma segunda reunião para análise de pedidos dos parlamentares. Até o momento, a CPMI bateu o recorde de requerimentos. Estão na fila mais de 600. O presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-BA), conversou com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na última quarta (31) para conseguir apoio de infraestrutura (salas e logística). Ele também apresentou requerimentos ao procurador Augusto Aras para obter apoio da Procuradoria-Geral da República na análise de documentos. Conforme anunciado tanto por Eliziane quanto por Maia, a expectativa é que o plano apresente a ideia de mais de uma reunião, duas ou até mesmo três por semana, para dar conta de tantos requerimentos de oitivas, apresentação de documentos e quebra de sigilos de contas bancárias e telefone. Estratégias O governo garantiu maioria categórica na CPMI dos Atos Golpitas. Apenas oito dos 32 parlamentares indicados para a comissão se opõem radicalmente ao governo Lula. A estratégia do governo para a CPMI está divididas em três eixos: quem planejou, quem participou e quem financiou as ações criminosas que depredaram as sedes dos três Poderes em 8 de janeiro. A ideia é ampliar o marco temporal das apurações para 31 de outubro do ano passado, data do 2º turno, indo muito além do fatídico domingo e chamar militares suspeitos de omissão e, na reta final dos trabalhos, convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro para responsabilizá-lo pela tentativa frustrada de golpe de Estado. A convocação do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, que foi interventor na Segurança Pública do Distrito Federal logo após os atos golpistas, é certa. Também estão na lista dos governistas o próprio ministro da Justiça, Flávio Dino, integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e financiadores dos ônibus que transportaram os acusados. Já a aposta oposicionista é a criação de sub-relatorias dentro da CPMI para investigar questões pontuais que possam criar algum desgaste para o governo. Arthur Maia não descartou instalar sub-relatorias, mas isso depende do plano de trabalho estipulado pela relatoria. Maia levantou a hipótese de criar subgrupos para tratar de temas específicos. Veja quem são os integrantes da CPMI:
Sen. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Sen. Marcelo Castro (MDB-PI)
Sen. Soraya Thronicke (União-MS)
Sen. Davi Alcolumbre (União-AP) Sen. Marcos do Val (Podemos-ES) Sen. Cid Gomes (PDT-CE) – 1º vice-presidente Sen. Eliziane Gama (PSD-MA) – relatora Sen. Omar Aziz (PSD-AM) Sen. Otto Alencar (PSD-BA) Sen. Fabiano Contarato (PT-ES) Sen. Eduardo Girão (Novo-CE) Sen. Magno Malta (PL-ES) – 2º vice-presidente Sen. Esperidião Amin (PP-SC) Sen. Damares Alves (Republicanos-DF)
   
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