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Lula vai se encontrar com Renan

13/7/2005
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Sônia Mossri

A rebelião dos parlamentares, sobretudo do PMDB, também passa pelo desejo dos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, João Paulo (PT-SP), de votarem a emenda constitucional da reeleição. Os dois querem mais um mandato de dois anos.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), principal adversário de Sarney, tem repetido que vai disputar a cadeira de presidente da casa até o fim. Enquanto alguns parlamentares sugerem que ele crie obstáculos para a votação de matérias importantes, como o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPP) na próxima semana, Renan afirma que pretende “mostrar serviço” e ajudar o governo a aprovar matérias prioritárias.

A idéia de reeleição soa indigesta para boa parte dos parlamentares. Até o presidente Lula, que nunca escondeu sua preferência por Sarney e João Paulo, parece estar mudando de opinião e dá demonstrações de querer sepultar de vez a proposta.

Lula tomou para si a responsabilidade de resolver a confusão e combinou uma conversa com Renan na próxima segunda-feira (15), em Maceió.

Lula irá a Alagoas inaugurar o Memorial da República e determinou que o cerimonial do Palácio do Planalto confirme a presença de Renan, que é candidato à presidência do Senado e não aceita a reeleição de Sarney.

Ao dialogar com Renan, Lula quer evitar surpresas desagradáveis na reunião da Convenção Nacional do PMDB, marcada para 12 de dezembro.

Cauteloso, o líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), não quer arriscar nenhum palpite sobre o resultado da convenção do PMDB. Com um lacônico “não sei”, ele responde à pergunta se acreditava que o PMDB continuaria apoiando o governo.

A postura de independência do PMDB, defendida, entre outros, pelo presidente do partido, Michel Temer (SP), é de difícil aplicação. Renan Calheiros considera que não dá para ser “independente”. Segundo ele, ou se apóia o governo ou se faz oposição.

Renan está no time dos que defendem a permanência no governo, ao lado dos ministros Amir Lando (Previdência Social) e Eunício Oliveira.

Mais problemasAlém desses problemas, o governo tem mais uma coleção de dificuldades para resolver. A bancada nordestina no Congresso, por exemplo, promete criar obstáculos nas votações por causa de compromissos do governo Lula que não saíram do papel.

As maiores queixas se dirigem ao ministro da Integração Regional, Ciro Gomes. Parlamentares, governadores e prefeitos do Nordeste reclamam que até agora não viram um centavo dos R$ 600 milhões para obras decorrentes dos estragos provocados pelas enchentes na região.

A lista da bancada nordestina tem mais promessas que caíram no vazio: duplicação da BR-101, de Recife a Natal; recriação da Sudene; instituição do Instituto do Semi-Árido; Ferrovia Transnordestina e projeto para a transposição do rio São Francisco.

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